Líquidos Combustíveis e Inflamáveis — Parte 4
NT-25-P4 — Líquidos Combustíveis e Inflamáveis — Parte 4
18 Proteção de Refinarias
16.3.2.1.1 Neste caso o acionamento do sistema deve ser manual, evitando-se o comprometimento 18.1 Arranjo físico e controle de vazamentos do sistema de espuma quando este estiver em uso. 18.1.1 O controle de vazamentos deve seguir o disposto em 6.1.7.1 da Parte 2 desta NT.
16.3.2.1.2 Também pode ser adotada a NFPA 15 – Water spray fixed systems for fireprotection. 18.1.2 As unidades de processo devem ser localizadas a uma distância mínima de 8 m das 17. PROTEÇÃO DE DESTILARIAS ruas que contornam as quadras, contando-se esta distância da margem mais próxima. As destilarias são classificadas em 3 categorias:
18.1.3 Nas áreas compreendidas entre as
a) Tipo 1: no interior de edificações fechadas; unidades de processo e as ruas adjacentes, não
b) Tipo 2: no interior de edificações abertas pode haver qualquer tipo de construção, exceto as casas de controle, subestações, entradas de lateralmente; tubulações, hidrantes, postes de iluminação, os
c) Tipo 3: em áreas abertas. sistemas subterrâneos e canaletas de drenagem.
17.1 Arranjo físico e controle de vazamentos 18.1.4 Toda quadra reservada para uma unidade de processo deve ter acesso por ruas em todos os
17.1.1 O controle de vazamentos deve seguir o lados devidamente pavimentadas. disposto em 6.1.7.1 da Parte 2 desta NT.
18.1.5 Nas ruas principais de acesso às
17.2 Sistema de proteção por espuma instalações industriais, a largura mínima deve ser de 7 m, com raio de curvatura interno igual à
17.2.1 As instalações de destilarias estão largura da rua. Para os acessos secundários dispensadas da adoção de sistema de proteção devem ser observados os critérios da NT-06 – por espuma. Este somente será exigido para a Acesso de viatura na edificação e áreas de risco. proteção de tanques conforme Parte 2 desta NT. NORMA TÈCNICA 25/2014 - Segurança contra incêndio para líquidos combustíveis e inflamáveis - Parte 4 – Manipulação
18.1.6 No projeto do arruamento interno devem 18.3.3 O suprimento de água deve ser baseado ser previstos os acessos aos hidrantes e tomadas em uma fonte inesgotável (mar, rio ou lago), o qual de espuma para combate a incêndio. deve ser capaz de demanda de 100% da vazão do projeto em qualquer época do ano ou condição
18.1.7 As distâncias entre os limites de bateria de climática. Na inviabilidade desta solução deve ser unidades de processo e parques de tanques previsto um reservatório com capacidade para devem seguir os demais requisitos previstos nesta atender a demanda de 100% da vazão do projeto NT na parte específica. durante 6 h.
18.2 Sistema de proteção por espuma 18.4 Reservatório de água
18.2.1 É obrigatório o sistema de espuma para O reservatório para combate a incêndio deve proteção de todas as áreas onde seja possível o distar, pelo menos, 80 m das unidades de derrame ou vazamento de líquidos combustíveis processo e 50 m de estações de carregamento. ou inflamáveis ou onde esses líquidos já estejam normalmente expostos à atmosfera. 19. PROTEÇÃO DE PROCESSOS
18.2.2 É obrigatório o emprego de sistema de INDUSTRIAIS COM MANIPULAÇÃO DE lançamento de espuma em áreas sujeitas a derramamento de hidrocarbonetos com LÍQUIDOS COMBUSTÍVEIS E possibilidade de incêndio, tais como unidades de processamento, parques de bombas e braços de INFLAMÁVEIS carregamento ou em áreas com superfície livre exposta, tais como, separadores de água e óleo e 19.1 Arranjo físico e controle de vazamentos caixas coletoras.
19.1.1 Esta parte da NT aplica-se às operações
18.2.3 Nesses casos, a vazão de projeto de onde o manuseio, processamento e o uso de solução de espuma deve ser calculada para no líquidos combustíveis e inflamáveis são a principal mínimo 6,5 L/min/m² de superfície atingida pelo atividade. combustível, não podendo ser inferior a 200 L/min e deve ser lançada de duas direções distintas e 19.1.2 Os volumes de líquidos combustíveis e alimentação independentemente, cada uma com inflamáveis a serem manuseados ou processados esta vazão, sem simultaneidade de aplicação. ficam limitados às quantidades estabelecidas abaixo:
18.2.4 Quando o sistema de geração de espuma for fixo, devem ser previstos, pelo menos, 2 a) 40 m³ para líquidos das classes I-A e I-B; hidrantes duplos para aplicação de espuma por b) 60 m³ para líquidos das classes I-C, II e III- meio de linhas manuais ou canhão monitor. A;
18.2.4.1 A solução de espuma normalmente é c) 120 m³ para líquidos da classe III-B. obtida à razão de 3% para derivados de petróleo.
19.1.3 A distância mínima de um vaso ou tanque
18.2.4.2 O tempo de aplicação de espuma deve de processamento ao limite da propriedade, desde ser de, no mínimo, 65 min. que na área adjacente haja ou possa haver construção, inclusive no lado oposto da via
18.2.4.3 São aceitas dosagens de LGE diferentes pública, do lado mais próximo de uma via de do previsto acima desde que devidamente circulação interna ou a uma edificação importante atestadas pelo fabricante sua eficiência. situada na mesma propriedade, deve atender ao estipulado nas tabelas do Anexo A da parte 2
18.3 Sistema de proteção por resfriamento desta NT.
18.3.1 Uma unidade de processo em refinarias 19.1.4 Quando vasos ou tanques de processo deve ser protegida por meio de linhas manuais e estiverem localizados no interior de edificação canhões-monitores. industrial, que tenha uma parede faceando a divisa da propriedade, desde que na área
18.3.2 A vazão do sistema deve ser determinada adjacente haja ou possa haver construção, em função da área definida pelo limite da unidade inclusive no lado oposto da via pública ou próxima de processo, multiplicada pela taxa de 3,0 de outra edificação importante na mesma L/min/m², devendo-se adotar como vazão mínima propriedade, os tanques ou vasos devem situar-se
4.000 L/min e como vazão máxima 20.000 L/min. a uma distância mínima de 7,5 m e a parede deve ter uma resistência ao fogo de no mínimo 120 min.
19.1.5 Quando forem manuseados ou processados líquidos de classe I-A ou líquidos instáveis, independentemente de classe, as NORMA TÈCNICA 25/2014 - Segurança contra incêndio para líquidos combustíveis e inflamáveis - Parte 4 – Manipulação paredes adjacentes devem ter uma resistência ao para evitar que os líquidos vazados fogo de no mínimo 180 min. escoem para os porões;
d) Deve ser provida ventilação para eliminar
19.1.6 Equipamentos de processamento de fumaça e calor, a fim de facilitar o acesso líquidos, tais como bombas, fornos, filtros, ao combate ao incêndio; trocadores de calor etc, não devem ser localizados e) As áreas devem ter saídas localizadas a menos de 7,5 m dos limites de propriedade, se convenientemente para evitar que as na área adjacente houver ou possa haver pessoas fiquem retidas em casos de construção, inclusive no lado oposto da via pública incêndio; ou de edificação importante mais próxima dentro f) As rotas de fuga e saídas não devem estar da mesma propriedade e que não seja parte expostas aos sistemas de drenagem. integrante do processo.
19.1.11 As áreas de processamento fechadas,
19.1.7 Equipamento de processamento para o onde forem manuseados ou usados líquidos de manuseio de líquidos instáveis deve ser separado qualquer classe, aquecidos a temperaturas iguais de outros equipamentos ou instalações que usem ou acima dos seus pontos de fulgor, devem ser ou manuseiem líquidos combustíveis ou suficientemente ventiladas para manter a inflamáveis por uma das seguintes alternativas: concentração de vapores dentro da área, no máximo em 25% do limite inferior de
a) Um espaçamento livre de 7,5 m; inflamabilidade ou explosividade.
b) Por uma parede com resistência ao fogo
19.1.12 A ventilação deve ser feita por meios de no mínimo 2 h e que apresente uma naturais ou mecânicos e deve abranger todas as resistência à explosão de acordo com a áreas dos andares ou dos poços onde exista a avaliação do risco. possibilidade de acumulação de vapores inflamáveis. A descarga da ventilação de exaustão
19.1.8 Cada unidade de processo ou edificação deve ser feita para um local seguro, fora da que contenha equipamentos de processamento de edificação, sem recirculação do ar de exaustão. líquidos deve ter acesso, pelo menos por um lado, para permitir o combate e o controle de incêndios. 19.1.13 Postos de envase e/ou fracionamento, centrífugas abertas, filtros de placas, filtros-prensa
19.1.9 As edificações ou estruturas que abrigam e filtros a vácuo abertos e outros equipamentos operações com líquidos devem ser construídas de que estejam situados a uma distância igual ou forma consistente com as operações que ali forem inferior a 1,5 m de equipamentos que liberem conduzidas e com as classes dos líquidos misturas inflamáveis de líquidos de classe I, manuseados. A construção de edificações ou instalados dentro de edificações, os equipamentos estruturas de processo nas quais forem da ventilação destas edificações devem ser manuseados líquidos deve atender aos requisitos projetados de forma a limitar a mistura inflamável da Tabela 24. de vapor-ar, sob condições normais de operação, a níveis abaixo do limite inferior de inflamabilidade
19.1.10 As estruturas das edificações e os apoios ou explosividade. dos vasos, tanques de processamento e equipamentos que possam estar suscetíveis a 19.1.14 Os líquidos de classe I devem ser vazamentos de líquidos combustíveis ou mantidos em tanques ou recipientes fechados, inflamáveis, devem ser protegidos conforme os quando não estiverem em uso. seguintes requisitos:
19.1.15 Os líquidos de classe II e de classe III
a) Drenagem para um local seguro, através devem ser mantidos em tanques ou recipientes de bacia decontenção à distância, fechados, quando a temperatura ambiente ou a conforme 6.1.7.1 da Parte 2 desta NT; temperatura do processo atingir ou superar o ponto de fulgor.
b) Construção resistente ao fogo por 120 min; 19.1.16 Em locais onde forem usados ou manuseados líquidos, devem ser tomadas
c) Os líquidos de classe I não devem ser providências para descartar, rapidamente e com manuseados ou usados em porões. toda a segurança, os líquidos vazados ou Quando manuseados ou usados, na derramados para local adequado. superfície, dentro de edificações com porões ou com poços fechados para onde 19.1.17 Os líquidos de classe I não devem ser os vapores inflamáveis possam deslocar- usados fora de sistemas fechados, nos casos em se, as áreas subterrâneas devem ser que houver chamas abertas ou outras fontes de projetadas com ventilação mecânica ignição dentro das áreas classificadas. adequada à área classificada, para evitar acúmulo de vapores inflamáveis. Além disso, devem ser previstos dispositivos NORMA TÈCNICA 25/2014 - Segurança contra incêndio para líquidos combustíveis e inflamáveis - Parte 4 – Manipulação
19.1.18 Armazenagem temporária em recipientes 19.2.6.1 Caso o manuseio ou processamento do intermediários para granel e tanques portáteis, líquido combustível ou inflamável seja numa área contendo líquidos combustíveis e inflamáveis compartimentada no interior da edificação, a devem obedecer às exigências da Parte 3 desta proteção prevista no item 19.2.6 pode ser para NT. esta área compartimentada, não necessitando ser para toda a edificação.
19.1.19 Os acessos aos locais onde manuseiam 19.2.6.2 A taxa e o tempo de aplicação de solução ou processam líquidos combustíveis ou de espuma para a proteção da área deve ser inflamáveis devem ser providas de soleiras ou conforme a Tabela 21. rampas elevadas, com pelo menos 0,15 m de altura, à prova de passagem de líquido, feitas de Taxa Tempo material não combustível. mínima de mínimo aplicação
19.2 Sistema de proteção por espuma Produto (L/min/m²) de Tipo de armazenado aplicação espuma
19.2.1 As edificações onde manuseiam líquidos 6,5 combustíveis e inflamáveis com volume total Hidrocarboneto (min) Proteínica, superior a 20 m³, devem ser protegidas por linhas fluorproteínica manuais de espuma, considerando o comprimento 15 AFFF, FFFP e máximo da mangueira de 45 m. para solventes polares AFFF ou FFFP
19.2.2 Os hidrantes devem possuir diâmetro Solventes 6,01 Espuma para nominal de saída de 65 mm, dotados de válvulas e polares de conexões de engate rápido tipo Storz. 15 solventes polares NOTAS ESPECÍFICA 1: Confirmar com o fabricante do LGE.
19.2.3 Podem ser utilizados mangueiras e Tabela 21 – Taxas e tempos de aplicação de espuma para esguichos de 38 mm, desde que sejam atendidas plataformas de carregamento e processos industriais as condições da Tabela 20.
19.3 Sistema de resfriamento
19.2.4 O número de linhas de espuma, a vazão 19.3.1 As edificações onde manuseiam líquidos mínima e o tempo mínimo de aplicação devem combustíveis e inflamáveis com volume total atender ao previsto na Tabela 20. superior a 20 m³, devem ser protegidas por linhas manuais de resfriamento com esguichos
19.2.5 Deve haver um estoque de reserva de LGE reguláveis, considerando o comprimento máximo igual à quantidade dimensionada, conforme da mangueira de 30 m. previsto em 5.6.5.3 da Parte 1 desta NT.
19.2.6 Além das linhas manuais previstas no item 19.3.2 Os hidrantes devem possuir diâmetro 19.2.1, deve ser previsto sistema de proteção por nominal de saída de 65 mm, dotados de válvulas e espuma por meio de chuveiros automáticos do tipo de conexões de engate rápido tipo Storz. dilúvio nas seguintes situações:
19.3.2.1 Podem ser utilizados mangueiras e
a) Líquidos das classes I-A e I-B com volume esguichos de 38mm, desde que seja atendida a entre 30 m³ e 40 m³; Tabela 22.
b) Líquidos de classes I-C, II e III-A com 19.3.3 O número de linhas de resfriamento, a volume entre 40 m³ e 60m³; vazão mínima, a pressão mínima no esguicho e o tempo mínimo de aplicação devem atender ao
c) Líquidos de classe III-B com volume entre previsto na Tabela 22. 60 m³ e 120 m³. Volume de líquidos Volume de líquidos combustíveis e inflamáveis (m³) combustíveis e inflamáveis (m³) Acima de 20 até Acima de 60 até Até 60 Acima de 60 60 120 até 120 Vazão por linha 250 700 Vazão por linha (L/min) (L/min) N° de linhas Exigência s 200 400 Pressão (mca) 35,0 35,0 mínimas Exigências22N° de linhas 2 2 mínimas Tempo (min) 20 20 Tempo (min) 60 60 Tabela 20 – Linhas de espuma para áreas de manuseio e Tabela 22 – Linhas de resfriamento para áreas de manuseio e Processamento processamento NORMA TÈCNICA 25/2014 - Segurança contra incêndio para líquidos combustíveis e inflamáveis - Parte 4 – Manipulação 20 OPERAÇÕES NO CAIS / PÍER nas conexões deve ser retirado de serviço e reparado ou descartado.
20.1.1 Esta seção aplica-se a todos os tipos de operações no cais/píer, cujo objetivo principal seja 20.2.5 Tubulações, válvulas e acessórios devem a transferência de grandes volumes de líquidos atender aos requisitos da NBR 17505- Parte 3, combustíveis ou inflamáveis. além dos seguintes: Os cais/píer de grande porte e que operem com transferências de grandes volumes de líquidos e a) A flexibilidade da tubulação deve ser outras mercadorias em geral devem seguir os assegurada por um leiaute, localização requisitos desta NT, das Normas Brasileiras e, na apropriada e arranjos de suportes de ausência destas, da NFPA 307 - Standard for the tubulação, dispostos de tal forma que o Construction and Fire Protection of Marine movimento da estrutura do cais/píer, Terminals, Piers, and Wharves. resultante da ação das ondas, correntes, marés ou da amarração das embarcações,
20.1.2 Esta seção não se aplica a: não transmita às tubulações e aos mangotesuma tensão excessiva;
a) Postos (revendedor ou abastecimento) marítimos/ fluviais; b) Não devem ser permitidas juntas de tubulações que dependam das
b) Cais/píer que manuseiem gases liquefeitos características de fricção de materiais de petróleo. combustíveis ou de ranhuras abertas nas extremidades dos tubos para dar
20.2 Requisitos para CAIS / PÍER continuidade mecânica da tubulação;
20.2.1 Os cais/píer onde cargas líquidas a granel c) O uso de juntas giratórias deve ser são transferidas de (ou para) navios-tanques permitido para tubulações às quais são devem ter uma distância mínima de 30 m de uma conectados mangotes e para sistemas de ponte sobre um curso d’água navegável ou da transferência com juntas giratórias entrada de um túnel rodoviário ou ferroviário sob articuladas, desde que o projeto seja tal um curso d’água navegável. O término da que a resistência mecânica da junta não tubulação fixa de carga e descarga deve ter no seja prejudicada se o material de vedação mínimo 60 m de distância de qualquer ponte ou não resistir, como exemplo, a exposição entrada ou da superestrutura de um túnel. ao fogo;
20.2.2 A subestrutura e o piso do cais/píer devem d) Cada tubulação movimentando líquidos de ser projetados especificamente para o uso classe I ou de classe II para o cais/píer pretendido. O piso pode ser de qualquer material, deve ser provida de uma válvula de desde que combine a capacidade desejada com a bloqueio de fácil acesso, localizada em flexibilidade, resistência ao choque, durabilidade, terra, próximo ao cais/píer fora de força e resistência ao fogo. A aplicação de qualquer área de contenção (circundada madeira pesada pode ser permitida. por diques). Quando houver mais do que uma linha, as válvulas devem ser
20.2.3 As bombas de carregamento com agrupadas num só local; capacidade para desenvolver pressões que possam superar a pressão máxima de trabalho e) Devem ser previstos meios para permitir dos mangotes ou dos braços de carregamento acesso fácil às válvulas da linha de devem ser providas de bypass, válvulas de alívio carregamento, localizadas abaixo do piso ou outros recursos para proteger a instalação de do cais/píer. carregamento contra excesso de pressão. Os dispositivos de alívio devem ser ensaiados pelo 20.3 As tubulações do cais/píer onde são menos anualmente, para determinar se funcionam manuseados líquidos de classe I ou de classe II satisfatoriamente na pressão ajustada. devem ser fixadas adequadamente e aterradas. Quando houver correntes parasitas excessivas,
20.2.4 Todos os mangotes e acoplamentos de devem ser instalados flanges ou juntas isolantes. pressão devem ser inspecionados dentro de As conexões de fixação e o cabo terra de todas as intervalos regulares, de acordo com os seus tubulações devem ser localizados do lado do serviços. O mangote e os acoplamentos devem cais/píer onde estejam os flanges isolantes, ser ensaiados com o mangote estendido, usando- quando usados, e devem ter um acesso fácil à se a pressão máxima de operação. Qualquer inspeção. É proibido o aterramento entre o mangote que apresente deterioração de material, cais/píer e a embarcação. sinais de vazamento ou fragilidade na carcaça ou NOTA: Esta proibição consta nas recomendações da International Maritime Organization (IMO) e International Safety Guide for OH Tankers and Terminais (ISGOTT). NORMA TÈCNICA 25/2014 - Segurança contra incêndio para líquidos combustíveis e inflamáveis - Parte 4 – Manipulação
20.3.1 As conexões de mangotes ou de a) Se o sistema de proteção fechar uma tubulações com juntas articuladas, usadas para a válvula de um sistema alimentado por transferência de cargas, devem ser capazes de gravidade, deve-se tomar cuidado para suportar o efeito combinado de mudança de garantir que a linha seja protegida de correnteza. As amarrações devem ser mantidas qualquer surto de pressão resultante; ajustadas para evitar que o balanço da embarcação possa causar tensão no sistema de b) Os sistemas de emergência para a transferência de cargas. Os mangotes devem ter interrupção da operação devem ter a apoios para evitar torção e danos causados por possibilidade de serem acionados atrito. automática ou manualmente. Os dispositivos acionados manualmente
20.3.2 Deve-se tomar cuidado para que o material devem ser bem identificados e acessíveis colocado no cais/píer não possa obstruir o acesso em casos de emergência. ao equipamento de combate a incêndio, ou às válvulas de controle de uma tubulação importante. 20.3.6 A proteção contra incêndios em cais/píer Quando um cais/píer permite o tráfego de deve ser relacionada aos produtos que são veículos, uma via de acesso deve sempre ser manuseados, à capacidade de resposta em mantida desobstruída do cais/píer a terra, situações de emergência, à extensão, localização, permitindo o acesso permanente dos frequência de uso e às exposições adjacentes. equipamentos de combate a incêndio. Devido às muitas variáveis envolvidas, a Tabela 23 determina proteção contra o fogo, destinado
20.3.3 Durante a transferência de líquidos deve aos cais/píer e aos terminais aquaviários que ser feito um controle das fontes de ignição. Os manuseiem líquidos inflamáveis. trabalhos mecânicos, inclusive o tráfego de veículos, as soldas, o esmerilhamento e outros 20.3.7 Quando for prevista uma tubulação trabalhos a quente, não podem ser feitos durante principal de água contra incêndio, a tubulação a transferência de carga, exceto quando escolhida pode permanecer sempre cheia ou autorizados pelo supervisor do cais/píer e pelo vazia. Em qualquer um dos casos devem ser oficial sênior do navio. Fumar no cais/píer é providas válvulas de isolamento e registro de proibido durante todo o tempo em que durar a recalque disponível para o Corpo de Bombeiros, operação de transferência de líquido. na ligação entre o cais/píer e a terra.
20.3.4 Um coletor dos vazamentos deve ser 20.3.8 As bombas de incêndio, as mangueiras de previsto em torno de áreas com tubulações em incêndio e tubulações principais de água, os manifold, para prevenir o deslocamento de líquido sistemas de espuma e outros equipamentos para outras áreas do cais/píer, ou mesmo sob o destinados ao combate a incêndio devem ser cais/píer. Todas as linhas de drenagem saindo do mantidos e testados de acordo com a NBR 17505 cais/píer devem ser providas com selos - Parte 7. hidráulicos.
20.3.9 Quando houver uma tubulação principalde
20.3.5 Quando necessário, o cais/píer deve ter um água, devem ser previstos pelo menos sistema de isolamento e interrupção da operação doisextintores de pó químico seco de 40-B:C. Os de carregamento, no caso de uma falha no extintores devem ficar localizados num raio mangote, no braço de carga ou nas válvulas máximo de 15 m da bomba ou das áreas do domanifold. Este sistema deve estar de acordo manifold e devem ser de fácil acesso ao longo de com todos os requisitos enumerados a seguir: todo trajeto de emergência. NORMA TÈCNICA 25/2014 - Segurança contra incêndio para líquidos combustíveis e inflamáveis - Parte 4 – Manipulação Demanda Canhões Esguichos e Extintores de Número de Número de Concentração Conexão de água monitores mangueiras de incêndio de conexões abrigos de de espuma para (L/min) pó químico em terra - emergência requerida Local incêndio (L/min) barco de seco padrão combate Vazão Dinâm. internacional L/min Quant. Min. 20- Carretas a Quant. B:C 40-B:C incêndio (mm) Terminais De de 1.900 a 2 1900 2 40 2 NR NR 1 380 b) NR barcaças 3.800 Navios De 2 1900 2 40 2 1 1 1 1.140 b) 2 tanque de 3.800 a até 20.000 7.600 DWT Navios tanque de
20.001 até 7.600 2 3800 4 40 c) 2 2d) 2 1 7.600 2 70.000 DWT Navios tanque a partir de 7.600 e) 2 3800 4 40 c) 3 2d) 2 1 7.600 f) 2 70.001 DWT NR - Não requerido
a) Um mínimo de duas saídas 1 1/2" devem ser previstas para cada coluna de hidrantes;
b) Pode ser suprido pelo equipamento móvel de terra;
c) Um dos conjuntos de mangueira em cada berço deve ser adequado a operações com espuma;
d) A proximidade entre os berços adjacentes pode reduzir o número de carretas requeridas;
e) Sistemas sob as docas são opcionais. Água adicional para sistemas sob as docas (0.6 L/min x área a ser protegida);
f) Sistemas sob as docas são opcionais. Espuma adicional para sistemas sob as docas 5.5 L/min x área a ser protegida). Tabela 23 – Proteção contra incêndios em cais e terminais marítimos Classe de líquido Distância mínima até o limite da Distância às ruas, passagem ou propriedade, desde que na área via de circulação interna Líquidos de classe I, líquidos instáveis de adjacente haja ou possa haver (m) qualquer classe e líquidos de qualquer classe construção (m) aquecidos acima de seus pontos de fulgor. 15 3 Líquidos de classe II 7,5 1,5 Líquidos de classe III 3 1,5 NOTAS GENÉRICAS:
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As distâncias aplicam-se às propriedades que tenham proteção de vizinhança contra explosão, conforme definido na NBR 17505- 1;
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Se não houver proteção de vizinhança contra explosão, todas as distâncias devem ser duplicadas. Tabela 24 – Construção de edificações ou estruturas usadas na operação e no manuseio de líquidos