Sistema de Proteção Contra Descargas Atmosféricas
NT-40 — Sistema de Proteção Contra Descargas Atmosféricas
2. Aplicação
5.6 Fica proibido o uso de captor iônico radioativo
2.1 Esta Norma Técnica (NT) aplica-se a todas as em para-raios. edificações onde é exigida a instalação de SPDA, de acordo com as Tabelas da Norma Técnica 01 – 5.7 Os proprietários de edificações que tenham Procedimentos Administrativos. para-raios radioativos instalados deverão efetuar sua substituição e adequação do sistema de
2.2 Outros casos, a critério do Corpo de Bombeiros, proteção contra descargas atmosféricas conforme a quando a periculosidade o justificar. NBR 5419. 3. REFERÊNCIAS NORMATIVAS E 5.8 A retirada do material radioativo e sua BIBLIOGRÁFICAS destinação deverão obedecer às normas e legislação pertinentes. GOIÁS. Lei n.º 15.802, de 11 de setembro de 2006. Institui o Código Estadual de Segurança contra 5.9 Os responsáveis pela desativação dos captores Incêndio e Pânico e dá outras providências. Diário iônicos-radioativos deverão providenciar sua Oficial do Estado de Goiás, Goiás, 18 mar. 1999. entrega ao órgão governamental competente Seção 1, p. 1. (Comissão Nacional de Energia Nuclear – CNEN), NBR 5419 – Proteção de estruturas contra com o objetivo de evitar a dispersão de descargas atmosféricas. radioisótopos no meio ambiente. Orientação Técnica 01/2018 – Sistema de proteção contra descargas atmosféricas (SPDA) 5.10 Por ocasião da Inspeção do Corpo de com dispositivo de ionização não radioativo. Bombeiros Militar para fins de Certificado de Norma Portuguesa (NP) 4426 – Proteção contra Conformidade serão verificados os seguintes itens: descargas atmosféricas – Sistemas com dispositivo de ionização (SPDI). a) Não poderá haver captores mais baixos que antenas de TV;
4. Definições
b) Não poderá haver sistemas sem Para os efeitos desta Norma Técnica, aplicam-se conservação (sem cabos, mastros as definições constantes da Norma Técnica n.03 – quebrados ou isoladores danificados) e Terminologia de segurança contra incêndio. nem emendas nos condutores de descida; 5. PROCEDIMENTOS c) Deverá haver, no mínimo, dois condutores de descida;
5.1 Pode-se utilizar ferragens do concreto armado, estruturas metálicas, mastros de antenas, torres, d) O Corpo de Bombeiros Militar deverá exigir tanques metálicos, formando meios de captação e que seja apresentado, pelo responsável descidas naturais de para-raios, possibilitando técnico, documentação de responsabilidade recursos para melhorar a proteção e baixar custos técnica devidamente anotada no conselho do sistema de pára raios. de classe, de execução, instalação ou manutenção do SPDA, com parecer
5.2 O cabo de descida ou escoamento de para- conclusivo e com resultados das raios deverá passar distante no mínimo 3m de resistências medidas, devendo os mesmos materiais de fácil combustão e de outros em que estarem de acordo com a NBR 5419; possa causar danos.
e) Os condutores de descida não naturais devem ser instalados a uma distância mínima de 0,50 m de portas, janelas e outras aberturas, e fixadas a cada metro de percurso;
f) Os cabos de descida devem se protegidos 6.2.4 Como condutores, devem ser utilizadas, nesta contra danos mecânicos até no mínimo aplicação, fitas de aço inoxidável de 50 mm x 0,5 2,5m acima do nível do solo. A proteção mm, ou material equivalente em capacidade de dever ser por eletroduto rígido de PVC ou condução de corrente e resistência à corrosão. metálico, sendo que, neste último caso, o cabo de descida deve ser conectado às 6.3 Tanques com teto não-metálico extremidades. Tanques com teto não-metálico não podem ser 6. CASOS ESPECIAIS considerados autoprotegidos contra descargas atmosféricas e requerem a instalação de captores. Esta seção trata da proteção de tanques de Podem ser utilizados como captores mastros superfície contendo líquidos inflamáveis à pressão metálicos, ou cabos aéreos esticados, ou uma atmosférica, conforme NBR 5419. combinação de ambos.
6.1 Tanques com teto fixo 6.4 Aterramento de tanques Tanques metálicos com teto de chapa de aço Os tanques devem ser aterrados para escoamento rebitada, aparafusada ou soldada, utilizados para das correntes de descarga atmosférica, bem como armazenar líquidos inflamáveis à pressão para evitar elevações de potencial que possam atmosférica, são considerados autoprotegidos causar centelhamento para a terra. Um tanque é contra descargas atmosféricas, desde que considerado aterrado se qualquer uma das satisfaçam simultaneamente aos seguintes seguintes condições for satisfeita: requisitos:
a) O tanque está conectado a um subsistema
a) Todas as juntas entre chapas metálicas devem ser rebitadas, aparafusadas com de aterramento; porcas ou soldadas;
b) O tanque está acoplado
b) Todas as tubulações que penetram no tanque devem ser eletromecanicamente eletromecanicamente a uma rede de ligadas a ele no ponto de entrada, de modo a assegurar equalização de potencial; tubulações eletricamente contínuas e
c) Os respiros, válvulas de alívio e demais aterradas; aberturas que possam desprender vapores inflamáveis devem ser providos de c) Um tanque cilíndrico vertical está apoiado dispositivos de proteção corta-chama ou ter o volume definido pela classificação de no solo, ou sobre uma base de concreto, e área protegida por um elemento captor; tem no mínimo 6 m de diâmetro, ou está
d) O teto deve ter uma espessura mínima de 4 mm, e deve ser soldado, aparafusado com apoiado sobre um revestimento betuminoso porcas ou rebitado ao corpo do tanque. e tem no mínimo 15 m de diâmetro.
6.2 Tanques com teto flutuante
6.5 Áreas destinadas a comércio varejista de
6.2.1 O teto flutuante deve ser GLP eletromecanicamente ligado ao corpo do tanque, por meio de condutores flexíveis ou escadas A proteção contra descargas atmosféricas nas articuladas ligadas aos bordos do tanque e ao topo áreas de comércio varejista de GLP poderá ser do teto flutuante. dispensada através de laudo emitido por profissional habilitado atestando que não há NOTA - Esta ligação serve principalmente para equalização de necessidade de proteção da área de potencial e, em caso de impacto de uma descarga atmosférica, armazenamento por esse sistema, observando-se não impede a ignição de uma mistura inflamável eventualmente os requisitos da ABNT NBR 5419. presente sobre o teto flutuante, ou no costado do tanque.
7. Especificações
6.2.2 Tetos flutuantes que utilizem dispositivos suspensos abaixo da vedação, dentro da atmosfera Quando se tratar de projeto para aprovação junto de vapor inflamável, devem ser providos de ao Corpo de Bombeiros deverá ser especificada a condutores que interliguem o teto às sapatas seguinte nota no Projeto e no Memorial Descritivo metálicas deslizantes. de Incêndio: “O projeto, a execução, a instalação e a manutenção do SPDA desta edificação, bem
6.2.3 As interligações prescritas em 6.2.2 devem como a segurança de pessoas e instalações no seu seguir o trajeto mais direto entre os dois pontos, e aspecto físico dentro do volume protegido, deverão ser dispostas a intervalos de no máximo 3 m, atender às condições estabelecidas nas Normas medidos ao longo da circunferência do tanque. Brasileiras válidas e atinentes aos assuntos, com especial e particular atenção para o disposto na NBR 5419 (na sua edição mais recente) e na Norma Técnica referente do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás”. ANEXO A Espaçamento médio dos condutores de descida não naturais, conforme o nível de proteção NÍVEL DE PROTEÇÃO ESPAÇAMENTO MÉDIO (m) I 10 II 15 III 20 IV 25 ANEXO B Bitola dos cabos de descida dos para-raios, proporcionando mais segurança e confiabilidade ao SPDA Tabela das bitolas do condutores (mm2) NÍVEL DE MATERIAL CAPTAÇÃO DESCIDAS ATERRAMENTO EQUALIZAÇÕES ALTA EQUALIZAÇÕES PROTEÇÃO Cobre (mm2) (mm2) (mm2) CORRENTE BAIXA CORRENTE (mm2) (mm2) 35 16* 50 16 I a IV Alumínio 70 25* - 25 10 Aço 50 50* 80 50 16 NOTA *: Para edificações acima de 20 m, dimensionar a bitola das descidas e anéis de cintamento igual à bitola de captação, devido à presença de descargas laterais. ANEXO C Classificação das estruturas referentes ao nível de proteção do SPDA CLASSIFICAÇÃO DA TIPO DA ESTRUTURA EFEITOS DAS DESCARGAS NÍVEL DE ESTRUTURA Residenciais ATMOSFÉRICAS PROTEÇÃO Perfuração da isolação de instalações elétricas, incêndio, e danos materiais III Danos normalmente limitados a objetos no ponto de impacto ou no caminho do raio Risco direto de incêndio e tensões de passo perigosas Fazendas, Risco indireto devido à interrupção de III ou IV2 estabelecimentos energia e risco de vida para animais devido à perda de controles agropecuários Eletrônicos, ventilação, suprimento de alimentação e outros Danos às instalações elétricas (por Estruturas comuns1 Teatros, escolas, lojas de exemplo: iluminação) e possibilidade de II departamentos, áreas pânico desportivas e igrejas Falha do sistema de alarme contra incêndio, causando atraso no socorro Bancos, companhias de Como item acima, além de efeitos indiretos seguro, companhias com a perda de comunicações, falhas dos II comerciais e outros computadores e perda de dados Conforme item sobre teatro e escolas, além Hospitais, casa de repouso de efeitos indiretos para pessoas em II e prisões tratamento intensivo e dificuldade de resgate de pessoas imobilizadas Efeitos indiretos conforme o conteúdo das Indústrias estruturas, variando de danos pequenos a III prejuízos inaceitáveis e perda de produção Museus, locais Perda de patrimônio cultural insubstituível II arqueológicos Estações de Interrupção inaceitável de serviços públicos Estruturas com risco telecomunicação usinas por breve ou longo período de tempo I confinado elétricas Risco indireto para as imediações devido a Indústria incêndios, e outros com risco de incêndio Estruturas com risco para Refinarias, postos de Risco de incêndio e explosão para a I os arredores combustível, fábricas de instalação e seus arredores fogos, fábricas de munição Estruturas com risco para o Indústrias químicas, usinas Risco de incêndio e falhas de operação, I meio ambiente nucleares, laboratórios com consequências perigosas para o local e bioquímicos para o meio ambiente NOTAS:
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Os Equipamentos de Tecnologia da Informação (ETI) podem ser instalados em todos os tipos de estruturas, inclusive estruturas comuns. É impraticável a proteção total contra danos causados pelos raios dentro destas estruturas; não obstante, devem ser tomadas medidas (conforme a NBR 5410) de modo a limitar os prejuízos a níveis aceitáveis;
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Estruturas de madeira: nível III; estruturas nível IV. Estruturas contendo produtos agrícolas potencialmente combustíveis (pós de grãos) sujeitos a explosão são considerados com risco para arredores.