Líquidos Combustíveis e Inflamáveis — Parte 2
NT-25-P2 — Líquidos Combustíveis e Inflamáveis — Parte 2
7 Armazenamento em tanques estacionários
situados em áreas fechadas
9 Postos de abastecimento e serviços
11 Roteiro
em tanques estacionários 6. ARMAZENAMENTO EM TANQUES (2,5 psi), devem ser localizados de acordo com as ESTACIONÁRIOS SITUADOS EM Tabelas A-2 e A-6 do Anexo A. ÁREAS ABERTAS
6.1.5.4 Todos os tanques destinados ao
6.1 Arranjo físico e controle de vazamentos armazenamento de líquidos com características de ebulição turbilhonar devem ser localizados de
6.1.1 Adotam-se as disposições da NBR 17505 – acordo com a Tabela A-3 do Anexo A. Parte 2 para casos omissos nesta NT.
6.1.5.4.1 Os líquidos com características de
6.1.2 Os projetos de prevenção a incêndio devem ebulição turbilhonar não devem ser armazenados conter a especificações dos líquidos armazenados em tanques de teto fixo, com diâmetro superior a em cada tanque, indicando ponto de fulgor, ponto 45 m, exceto quando um sistema adequado e de ebulição, bem como a classificação do líquido aprovado de inertização seja instalado no tanque. conforme tabela 1 da parte 1 desta NT.
6.1.5.5 Todos os tanques destinados ao
6.1.3 Os projetos de prevenção a incêndio armazenamento de líquidos instáveis devem ser deverão conter detalhamento das distâncias entre localizados de acordo com as Tabelas A-4 e A-6 tanques e entre estes e o limite de propriedade. do Anexo A.
6.1.4 Independentemente das facilidades de 6.1.5.6 Todos os tanques destinados ao combate ao fogo, tanques de armazenamento de armazenamento de líquidos estáveis e não líquidos inflamáveis e/ou combustíveis, com sujeitos à ebulição turbilhonar de classe III-B distâncias horizontais inferiores às distâncias devem ser localizados de acordo com a Tabela A- mínimas de isolamento, contidas na Tabela A-7 do 5 do Anexo A, exceto se localizados na mesma Anexo A, devem ser considerados como único bacia de contenção ou no curso do canal de risco para efeito de proteção contra incêndio. drenagem para a bacia de contenção à distância de tanques que armazenem líquidos de classe I ou
6.1.5 A localização em relação aos limites de classe II, quando devem ser localizados conforme propriedade, via de circulação interna e determinado em 6.1.5.1 ou 6.1.5.3. edificações importantes na mesma propriedade deverão atender ao previsto nas tabelas A-1, A-2, 6.1.5.7 No caso da propriedade adjacente ser uma A-3, A-4, A-5 e A-6 do Anexo A. instalação similar, os parâmetros de distâncias podem, com o consentimento por escrito dos dois
6.1.5.1 Todos os tanques destinados ao proprietários, adotar as distâncias mínimas armazenamento de líquidos de classe I, classe II estabelecidas em 6.1.6 ao invés daquelas ou classe III-A e operando compressões recomendadas em 6.1.5.1 ou 6.1.5.3, desde que manométricas igual ou abaixo de 17,2 KPa (2,5 atendam às distâncias mínimas, em ambas as psi) devem ser localizados de acordo com as instalações, do costado ao dique e do dique à Tabelas A-1 e A-6 do Anexo A. divisa das propriedades.
6.1.5.2 Os tanques verticais que disponham de 6.1.5.8 Quando o rompimento das extremidades solda fragilizada entre o teto e o costado, de um vaso de pressão ou tanque horizontal fabricados de acordo com as prescrições da NBR pressurizado expuser a risco as propriedades 17505-2 e que armazenem líquidos de classe III-A adjacentes e/ou edificações internas, este vaso de podem ser localizados na metade das distâncias pressão ou tanque horizontal pressurizado deve especificadas na Tabela A-1 do Anexo A, desde ter seu eixo longitudinal paralelo a estas que não estejam no interior de uma bacia de propriedades e/ou instalações mais próximas e contenção que contenha tanques que armazenem mais importantes. líquidos de classe I ou classe II ou não estejam no curso do canal de drenagem para a bacia de 6.1.5.9 Os tanques de superfície retirados de contenção à distância de tanques que armazenem serviço ou desativados devem estar as referidas classes de produtos. desconectados, vazios de produtos, livres de vapor, protegidos contra violações e sinalizados,
6.1.5.3 Todos os tanques destinados ao sendo dispensados do atendimento às distâncias armazenamento de líquidos estáveis de classe I, de isolamento. classe II ou classe III-A e operando com pressões manométricas superiores a 17,2 KPa (2,5 psi) ou 6.1.6 Distância entre dois tanques de superfície que sejam equipados com dispositivos de adjacentes (entre costados) ventilação de emergência que operem com pressões manométricas superiores a 17,2 KPa 6.1.6.1 Os tanques de armazenamento de líquidos estáveis de classe I, classe II ou classe III-A em tanques estacionários devem ter um espaçamento de acordo com a 6.1.7 Controle de derramamento de tanques de Tabela A-7 do Anexo A. superfície
6.1.6.1.1 Em instalações de produção situadas em Todos os tanques que armazenem líquidos de regiões isoladas, nos tanques de petróleo cru com classe I, classe II ou classe III-A devem ser capacidades individuais de no máximo 480 m³, o dotados de meios que impeçam que a ocorrência espaçamento deve ser no mínimo de 1,00 m, não acidental de derramamento de líquidos venha a requerendo a aplicação da Tabela A-7 do Anexo colocar em risco instalações importantes ou A. propriedades adjacentes, ou alcancem cursos d’água. Tais meios devem atender aos requisitos
6.1.6.1.2 A distância entre os tanques usados de 6.1.7.1, 6.1.7.2 ou 6.1.7.3. somente para o armazenamento de líquidos de classe III-B deve ser no mínimo 1m, desde que 6.1.7.1 Bacia de contenção à distância eles não estejam dentro de uma bacia de contenção ou na proximidade do canal de 6.1.7.1.1 Onde o controle de derramamento for drenagem para a bacia de contenção a distância feito através de drenagem para uma bacia de de tanques que armazenem líquidos da classe I ou contenção à distância, de forma que o líquido classe II, quando então deve ser aplicada a Tabela contido não seja mantido junto aos tanques, A-7 do Anexo A. devem ser atendidas às seguintes condições:
6.1.6.2 A distância entre um tanque que armazene a) Deve-se assegurar uma declividade no líquido instável e outros tanques que armazenem piso para o canal de fuga de no mínimo líquidos instáveis ou líquidos de classe I, II ou III 1% nos primeiros 15 m a partir do tanque, não deve ser inferior à metade da soma de seus na direção da área de contenção; diâmetros.
b) A capacidade da bacia de contenção à
6.1.6.3 A distância mínima entre um vaso ou distância deve ser no mínimo igual à recipiente de gás liquefeito de petróleo (GLP) e um capacidade do maior tanque que possa tanque de armazenamento de líquidos de classe I, ser drenado para ela, ou da maior pilha, classe II ou classe III-A deve ser de 6 m. Devem de acordo com as Tabelas B-3, B-4 e B-5 ser previstos diques, canais de drenagem para a da Parte 3 desta NT; bacia de contenção à distância e desníveis, de modo a não ser possível o acúmulo de líquidos de c) O trajeto do sistema de drenagem deve classe I, classe II ou classe III-A sob o vaso ser localizado de forma que, se o líquido contendo GLP, adjacente à tancagem. no sistema de drenagem se inflamar, o fogo não represente sério risco aos
6.1.6.4 Quando os tanques de armazenamento de tanques e às propriedades adjacentes; líquidos inflamáveis e combustíveis estiverem em uma bacia de contenção, os vasos de GLP devem d) A distância entre o limite de propriedade, ficar fora da bacia e no mínimo a uma distância de ou entre qualquer outro tanque e o 3 m da linha de centro da base do dique. produto, no nível máximo da bacia de contenção à distância, não deve ser
6.1.6.5 Quando os tanques armazenando líquidos inferior a 15 m; de classe I, classe II ou classe III-A estiverem operando com pressões manométricas que e) O coeficiente de permeabilidade máximo excedam 17,2 KPa (2,5 psi), ou equipados com das paredes e do piso da bacia deve ser dispositivos de ventilação de emergência que de 10-6 cm/s, referenciado à água a 20°C e trabalhem a pressões superiores a 17,2 KPa (2,5 a uma coluna de água igual à altura do psi), devem ser separados dos vasos contendo dique; GLP, conforme distâncias determinadas em
6.1.5.1 ou 6.1.5.3. f) O coeficiente de permeabilidade máximo deverá estar especificado em nota nos
6.1.6.5.1 Estas disposições não se aplicam projetos de prevenção a incêndio e no ato quando vasos de GLP, com capacidade igual ou da inspeção deverá ser apresentado laudo inferior a 475 L forem instalados próximos aos técnico por profissional habilitado, tanques de suprimento de óleo combustível, com devidamente registrado/anotado no órgão capacidade igual ou inferior a 2.500 L. de fiscalização.
g) Deve-se prover na gestão do sistema de armazenamento, que a bacia de contenção à distância esteja sempre vazia em sua condição normal de operação, inclusive visando o cuidado de não se permitir a contenção de produtos incompatíveis. em tanques estacionários
6.1.7.1.2 Onde não for possível o atendimento ao d) As paredes do dique podem ser feitas de prescrito na alínea “b”, do item 6.1.7.1.1, é terra, aço, concreto ou alvenaria sólida, permitida a utilização de bacia de contenção à projetadas para serem estanques e para distância parcial, sendo o volume excedente para resistirem à coluna hidrostática total. que se atinja o volume de contenção requerido Diques de terra com 0,90 m ou mais de suprido por diques que atendam aos requisitos de altura devem ter uma seção plana no topo 6.1.7.2. com largura mínima de 0,60 m. A inclinação de um dique de terra deve ser
6.1.7.1.3 A exigência da alínea “b, do item compatível com o ângulo de repouso do 6.1.7.1.1, também é válida para bacia de material de construção usado na execução contenção à distância “parcial”. O volume da parede; excedente deve atender aos requisitos de contenção por diques como estabelecido em e) A bacia deve ser provida de meios que 6.1.7.2. O espaçamento entre tanques deve ser facilitem o acesso de pessoas e determinado com base nas previsões para equipamentos ao seu interior, em situação tanques em bacia de contenção da Tabela A-7 do normal e em casos de emergência; Anexo A.
f) O sistema de drenagem da bacia deve ser
6.1.7.1.4 Para o atendimento do prescrito na dotado de válvulas de bloqueio alínea “e”, do item 6.1.7.1.1, quando do posicionadas externamente a essa e armazenamento de líquidos estáveis, podem ser mantidas permanentemente fechadas. Tal aceitas bacias de contenção com o coeficiente de sistema deve ser detalhado nos projetos permeabilidade máximo de 10-4 cm/s referenciado de prevenção a incêndio. à água a 20°C, quando existirem canaletas em concreto armado, com área de escoamento g) A altura do dique deve ser o somatório da mínima de 900 cm² em torno dos tanques e altura que atenda à capacidade demais pontos passíveis de vazamentos e volumétrica da bacia de contenção, como direcionando, preferencialmente, os vazamentos estabelecido em 6.1.7.2.1, alínea b, mais para o sistema de drenagem. 0,20 m para conter as movimentações do líquido e, no caso do dique de terra, mais
6.1.7.2 Contenção por diques em torno de 0,20 m para compensar a redução tanques originada pela acomodação do terreno.
6.1.7.2.1 Quando a proteção das propriedades h) A altura máxima do dique, medida pela adjacentes ou cursos d’água for feita por meio de parte interna da bacia, deve ser de 3 m; bacia de contenção em torno de tanques, dotadas de diques, este sistema deve ser conforme os i) Um ou mais lados externos do dique pode seguintes requisitos: ter altura superior a 3 m, desde que todos os tanques sejam adjacentes no mínimo a
a) Deve ser assegurada uma declividade no uma via na qual esta altura nos trechos piso da bacia para o canal de drenagem frontais aos tanques não ultrapasse 3 m; de no mínimo 1% a partir do tanque. Caso a distância do tanque até a base do dique j) Os diques de terra devem ser construídos seja superior a 15 m, deve ser assegurada com camadas sucessivas de espessura a declividade de 1%, pelo menos nos não superior a 0,20 m, devendo cada primeiros 15 m, podendo a partir daí ser camada ser compactada antes da reduzida conforme projeto; deposição da camada seguinte;
b) A capacidade volumétrica da bacia de k) O dique, quando de terra, deve ser contenção deve ser no mínimo igual ao protegido da erosão, não podendo ser volume do maior tanque, mais o volume utilizado para este fim material de fácil do deslocamento da base deste tanque, combustão; mais os volumes equivalentes aos deslocamentos dos demais tanques l) As tubulações que atravessem as paredes contidos na bacia, suas bases e os dos diques devem ser projetadas de forma volumes dos diques intermediários; a evitar tensões excessivas resultantes de recalque (do solo) ou exposição a calor;
c) Para permitir acesso a instalações com capacidade de armazenamento superior a m) A distância mínima entre os tanques e a 60 m³, a base externa do dique ao nível do base interna do dique deve ser de 1,5 m, solo não deve ser inferior a 3 m de exceto para instalações onde exista qualquer limite de propriedade; apenas um tanque no interior da bacia, com volume até 15 m³, quando esta distância pode ser reduzida, não podendo ser inferior a 0,60 m;
n) Cada bacia de contenção com dois ou mais tanques deve ser subdividida preferencialmente por canais de drenagem ou, no mínimo, por diques intermediários, de forma a evitar que derramamentos de em tanques estacionários tanques adjacentes coloquem em risco o o) Quando forem feitas provisões para o escoamento de águas das bacias de interior da bacia de contenção, conforme contenção, este deve ser controlado para evitar que líquidos inflamáveis e segue: combustíveis entrem em cursos d’água natural, em esgotos públicos, caso sua
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No armazenamento de líquidos presença seja perigosa, sendo acessível de fora da bacia de contenção, em estáveis em tanques verticais de situações de incêndio; tetos cônicos ou tipo domos p) É proibido o armazenamento de materiais combustíveis, de tambores vazios ou construídos com solda fragilizada cheios no interior da bacia de contenção; entre o costado e o teto ou de teto q) O coeficiente de permeabilidade, máximo, das paredes e do piso da bacia deve ser flutuante ou com selo flutuante, ou de 10-6 cm/s referenciado à água a 20°C e uma coluna de água igual à altura do em qualquer tipo de tanque dique; armazenando petróleo cru nas r) O coeficiente de permeabilidade máximo deverá estar especificado em nota nos áreas de produção, deve ser projetos de prevenção a incêndio e no ato da inspeção deverá ser apresentado laudo previsto um dique intermediário técnico por profissional habilitado, devidamente registrado/anotado no órgão para cada tanque, com capacidade de fiscalização. superior a 1.600 m³ ou para cada 6.1.7.2.2 Para o armazenamento de líquidos estáveis podem ser aceitas bacias de contenção grupo de tanques com capacidade com o coeficiente de permeabilidade máximo de 10-4 cm/s, referenciado à água a 20°C, quando total não superior a 2.400 m³ e existirem canaletas em concreto armado, com área de escoamento mínima de 900 cm² em torno individual máxima de 1.600 m³; dos tanques e demais pontos passíveis de vazamentos e direcionando, preferencialmente, os
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No armazenamento de líquidos vazamentos para o sistema de drenagem. estáveis em tanques não cobertos 6.1.7.2.3 Onde não for possível o atendimento ao prescrito na alínea “b” do subitem 6.1.7.2.1, é pelo subitem anterior deve ser permitida a utilização de bacia de contenção à distância parcial, sendo o volume excedente para previsto um dique intermediário que se atinja o volume de contenção requerido suprido por diques que atendam aos requisitos de para cada tanque com capacidade 6.1.7.2. superior a 380 m³. Além disto, 6.1.7.3 Onde a contenção secundária for aplicada a um tanque, para prover o controle de deve-se prever uma subdivisão derramamentos, deve-se atender aos seguintes requisitos: para cada grupo de tanques
a) A capacidade do tanque não deve exceder possuindo uma capacidade inferior 45 m³; a 570 m³, não podendo cada b) Todas as conexões das tubulações com o tanque devem ser feitas acima do nível tanque individual exceder a máximo normal de líquido; capacidade de 380 m³; c) Devem ser providos recursos para prevenir a liberação de líquido do tanque
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No armazenamento de líquidos devido ao efeito sifão; instáveis, em qualquer tipo de d) Devem ser providos meios para se verificar o nível do líquido no tanque. tanque, deve ser previsto um dique Estes recursos devem estar acessíveis ao operador durante as operações do tanque; intermediário isolando cada tanque, exceto se os tanques forem instalados em bacias que possuam um sistema de drenagem contemplando o resfriamento por anéis;
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Quando 2 ou mais tanques armazenando líquidos de classe I, um deles possuindo diâmetro superior a 45 m, estiverem localizados em uma mesma bacia de contenção, devem ser previstos diques intermediários, entre os tanques adjacentes, de forma a conter, pelo menos 10% da capacidade do tanque enclausurado;
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Os canais de drenagem ou os diques intermediários devem ser localizados entre os tanques, de forma a tirar a maior vantagem do espaço disponível, com a devida atenção à capacidade individual de cada tanque. Onde forem utilizados diques intermediários, os mesmos não devem ter altura inferior a 45 cm. em tanques estacionários
e) Devem ser providos meios para se resfriamento, deve ser realizado pelo responsável prevenir do enchimento excessivo, soando técnico um estudo dos cenários possíveis de um alarme quando o nível do líquido no sinistro, atendendo aos seguintes requisitos: tanque atingir 90% de sua capacidade e parando automaticamente o carregamento 6.2.1 Para o dimensionamento da reserva de do líquido quando o nível do tanque atingir incêndio, deve ser adotado o cenário que a 95% da capacidade. Estes recursos não apresente a maior demanda de água para a soma devem restringir ou interferir de nenhuma das seguintes exigências: forma no funcionamento adequado dos respiros normal ou de emergência; a) Volume de água requerida para resfriamento do tanque em chamas pelo
f) O espaçamento entre tanques adjacentes tempo estabelecido nesta NT; não deve ser inferior a 1 m;
b) Volume de água requerido para
g) O tanque deve suportar o dano de uma resfriamento dos tanques vizinhos pelo colisão por veículo a motor ou devem ser tempo estabelecido nesta NT; providenciadas barreiras apropriadas contra colisão; c) Volume de água requerido para combate a incêndio com espuma no tanque em
h) Onde o recurso de contenção secundária chamas pelo tempo estabelecido nesta adotado for o encapsulamento, este deve NT; ser provido de recursos de alívio de emergência de acordo com a NBR 17505- d) Volume de água requerido para as linhas 2. suplementares de espuma, conforme tempo estabelecido nesta NT.
6.1.8 Isolamento de tanques no mesmo parque em áreas abertas 6.2.2 Para o dimensionamento das bombas de incêndio, deve ser adotado o cenário que
6.1.8.1 Tanques verticais apresente a maior demanda de vazão e pressão para atender simultaneamente o seguinte: Os tanques aéreos verticais com capacidade individual igual ou inferior a 20 m³ serão a) Vazão de água requerida para considerados isolados, para fins de proteção resfriamento do tanque em chamas; contra incêndio, quando distanciarem entre si, no mínimo duas vezes o diâmetro do maior tanque e b) Vazão de água requerida para estiverem em bacias de contenção isoladas. resfriamento dos tanques vizinhos;
6.1.8.2 Tanques horizontais c) Vazão de água requerida para combate a incêndio com espuma no tanque em Os tanques aéreos horizontais com capacidade chamas adotado; individual igual ou inferior a 20 m³ serão considerados isolados, para fins de proteção d) Vazão de água requerida para as linhas contra incêndio, quando distanciarem entre si, no suplementares de espuma. mínimo duas vezes a maior dimensão do maior tanque e estiverem em bacias de contenção 6.2.3 Para o dimensionamento do volume de isoladas. líquido gerador de espuma (LGE), deve ser adotado o cenário que apresente a maior
6.1.8.3 A distância mencionada nos itens 6.1.8.1 e demanda, considerando o emprego simultâneo de
6.1.8.2 pode ser reduzida à metade, com a LGE, pelo tempo determinado, para: interposição de uma parede corta-fogo com resistência mínima ao fogo de 120 min, e a) Combate a incêndio no tanque de maior ultrapassando 1 m acima da altura do maior risco; tanque.
b) Aplicação de espuma através de linhas
6.1.8.4 É permitida a proteção somente por suplementares. extintores para parques com no máximo 5 tanques isolados conforme itens 6.1.8.2. e 6.1.8.3. 6.2.4 Na análise destes cenários, deve ser considerado, além do diâmetro do tanque, o tipo
6.2 Estudo de cenários de líquido a ser armazenado, o tipo de LGE a ser utilizado, a taxa de aplicação e as dosagens Quando da apresentação do projeto técnico onde adotadas. seja necessário o dimensionamento de sistemas de combate a incêndio por espuma e/ou 6.2.5 Em todas as situações acima, os estudos de cenários devem ser baseados no desempenho dos equipamentos a serem adotados, devendo os catálogos ser juntados ao processo. em tanques estacionários
6.3 Sistema de proteção por espuma 6.3.4 Tanques de teto fixo com teto interno ou selo flutuante Todos os tanques contendo líquidos combustíveis ou inflamáveis devem ser protegidos por um 6.3.4.1 Os tanques cujo teto flutuante interno seja sistema de espuma que atenda aos requisitos do tipo double deck, ponto on ou metallic mínimos abaixo: sandwich-panel roofs devem ser protegidos por sistema fixo de aplicação de espuma, com o
6.3.1 Tipos de aplicação de espuma aplicador instalado no costado, dimensionado no mínimo para proteger a coroa formada pela área Serão aceitos os seguintes tipos de aplicação de da vedação teto/costado, considerando a taxa de espuma, ressalvadas as limitações expressas aplicação de 12,2 L/min/m², durante 20 min. No nesta NT e as recomendações dos fabricantes: caso de utilização de aplicadores sobre o teto, consultar a NFPA 11. Quando utilizados tanques
6.3.1.1 Aplicação Tipo 1: a aplicação da espuma é com selo flutuante do tipo bulk headed, com feita de maneira suave, podendo ser de 3 formas: anteparo para proteger a coroa, deve ser utilizado o mesmo critério de aplicação de espuma.
a) Tubo de amianto poroso ou câmara com tubo Moeller; 6.3.4.2 Para os demais tipos de teto ou selo/membrana flutuante, deve ser considerada a
b) Calha de espuma; área total da superfície líquida, utilizando-se os
c) Tubo condutor. mesmos critérios para os tanques de teto fixo de mesmo diâmetro.
6.3.1.2 Aplicação Tipo 2: consiste em uma câmara de espuma externa ao tanque e um defletor fixado 6.3.5 Tanques de teto flutuante (externo) internamente, que desvia o jato de espuma contra a parede do tanque. A aplicação não é feita de 6.3.5.1 Tanques construídos conforme API 650, forma suave, mas a baixa densidade da espuma e com teto do tipo double deck ou ponto on, não sua aeração permitem seu emprego em tanques necessitam de sistema fixo de aplicação de contendo solventes polares ou hidrocarbonetos. espuma, devendo ser protegidos apenas por aplicadores manuais de espuma, desde que o
6.3.1.3 Aplicação Tipo 3: por meio de canhões alcance do jato atinja o teto do tanque. monitores ou linhas manuais.
6.3.5.2 Para os demais tipos de teto flutuante,
6.3.1.3.1 Canhões monitores podem ser fixos, deve ser considerada a área total da superfície portáteis, montados sobre suportes móveis ou líquida, utilizando os mesmos critérios para os sobrerrodas. Para sua escolha, deve-se levar em tanques de teto fixo de mesmo diâmetro. consideração também o alcance útil horizontal e vertical. 6.3.6 Taxa e tempo de aplicação de solução de espuma
6.3.1.3.2 Em solventes polares o uso de canhões monitores ou linhas manuais deve ser precedido 6.3.6.1 As taxas e os tempos de aplicação de minucioso estudo, podendo ser utilizados mínimos de espuma para combate a incêndios em desde que o fabricante o recomende em conjunto hidrocarbonetos, armazenados em tanques com o LGE apropriado. estacionários em áreas abertas, de acordo com a classe do líquido e com o tipo de aplicação, devem
6.3.2 Tanques de teto fixo atender ao previsto na Tabela 4.
6.3.2.1 Os tanques de teto fixo devem dispor de 6.3.6.2 As taxas e os tempos mínimos de proteção mínima por espuma de acordo com o aplicação de espuma para combate a incêndios previsto na Tabela 3. em solventes polares armazenados em tanques estacionários em áreas abertas, de acordo com o
6.3.2.2 Em tanques contendo combustíveis tipo de aplicação, devem atender ao previsto na líquidos de alta viscosidade, os quais tenham Tabela 5. permanecido em queima por período prolongado, o uso de espuma mecânica não é aconselhado. 6.3.6.3 As taxas e os tempos de aplicação recomendados pelo fabricante, conforme
6.3.3 Os tanques verticais de teto fixo, construídos observado em ensaios laboratoriais e comprovado conforme API 620, ou outra norma equivalente por laudos técnicos prevalecem sobre os previstos internacionalmente aceita, não devem possuir nas tabelas 4 e 5. sistema fixo de aplicação de espuma, tendo em vista que, por construção, não possuem solda de 6.3.6.4 A aplicação de espuma tipo III deve ainda baixa resistência entre o teto e o costado. Neste considerar a retirada da espuma pelo vento, o que caso, deve ser prevista proteção para a bacia de deve aumentar a taxa de aplicação em mais 20%. contenção pelo mesmo tempo e taxa de aplicação previstos nas Tabelas 4 e 5. em tanques estacionários SISTEMA DE ESPUMA TIPOS TIPOS DE ALTURA DIÂMETRO CÂMARA CANHÃO LINHA DE TANQUE LÍQUIDOS (m) (m) DE MONITOR MANUAL (CLASSES) ESPUMA DE DE ESPUMA ESPUMA Ø ≤9 - - x Todas as classes ≤6 9 < Ø ≤ 18 - x - Vertical de líquidos Ø> 18 x - - combustíveis e inflamáveis, Ø ≤9 - x - inclusive. >6 9 < Ø ≤ 18 - x - Ø> 18 x - - Horizontal Todas as classes Proteção para bacia de contenção. de líquidos combustíveis e inflamáveis, inclusive. NOTAS GENÉRICAS:
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Para cenários com líquidos combustíveis Classe III-A que estejam armazenados em tanques cuja soma resulte num volume total igual ou inferior a 120 mᶟ, não e necessário o sistema de espuma, desde que tenha diâmetro até 9 m;
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Para os líquidos combustíveis classe III-B que estejam armazenados em tanques não e necessário sistema de espuma, exceto se contiver líquidos pré-aquecidos com diâmetro superior a 9 m. Nestas condições, deve atender ás exigências de Classe III-A;
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Em casos de incêndios em tanques horizontais, deve-se aplicar espuma na bacia de contenção e não se resfriar os tanques na mesma bacia;
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Além dos casos previstos nesta tabela. A câmara de espuma também deve ser prevista quando a quantidade de brigadista não for suficiente para atender as linhas manuais de proteção por espuma e ao disposto nos itens 6.2 e 6.3.9.2. Tabela 3 – Sistemas de proteção mínima por espuma para tanques de teto fixo TEMPO MÍNIMO (min) TIPO TAXA TEMPO MÍNIMO MÍNIMA DE (min) TIPO TAXA PRODUTOS Câmara de espuma APLICAÇÃO MÍNIMA DE com aplicação suave (L/min/m²) 30 APLICAÇÃO Classe Classe Classe (L/min/m²) (Tipo I) 6,9 I II III Câmara de Câmara de espuma 6,9 55 com defletor (Tipo II) espuma com 4,1 30 20 15 Linhas manuais ou aplicação suave (Tipo I) canhões monitores 9,8 65 (Tipo III) Câmara de Tabela 5 – Taxa e tempo mínimos de aplicação de espuma em tanques verticais contendo solventes polares espuma com 4,1 55 30 25 defletor (Tipo II) Linhas manuais ou 6.3.7 Proteção por câmara de espuma canhões 6,5 65 50 45 6.3.7.1 Câmaras, defletores e deslizadores para aplicação de espuma monitores (Tipo III)
6.3.7.1.1 O rendimento das câmaras de aplicação Tabela 4 – Taxa e tempo mínimos de aplicação de espuma em da espuma deve ser calculado de acordo com as tanques verticais contendo hidrocarbonetos vazões previstas em projeto. em tanques estacionários
6.3.7.1.2 Havendo mais de uma câmara, estas álcool, ésteres, cetonas, aldeídos, anidridos e devem ser instaladas com distâncias iguais entre outros. Hidrocarbonetos líquidos que contêm tais si ao redor do tanque, de modo que a cobertura do produtos misturados podem exigir taxas de líquido possa ser efetuada uniformemente. aplicação mais altas. O fabricante do LGE deve ser consultado e a ele devem ser solicitadas
6.3.7.1.3 As câmaras, defletores e deslizadores recomendações. devem ser instalados de modo que seu funcionamento seja garantido mesmo em caso de 6.3.8.2 Estes sistemas não devem ser aplicados a projeção do teto. tanques de teto flutuante.
6.3.7.1.4 Os defletores e deslizadores devem ser 6.3.8.3 Produtos e equipamentos geradores de projetados e instalados nos tanques de teto espuma para a aplicação subsuperficial devem ser cônico, quando necessário, de modo que a aprovados para esta finalidade. Os LGE flúor espuma seja aplicada suavemente e que não proteínicos e os AFFF oferecem desempenho mergulhe no líquido a uma profundidade maior satisfatório neste processo de aplicação. que 25 mm.
6.3.8.4 A taxa mínima de aplicação deve ser de
6.3.7.1.5 As câmaras devem dispor de selo que 6.5 L/min/m² da área da superfície do líquido, ou previna a entrada de vapores nas câmaras e na de acordo com a recomendação do fabricante. tubulação.
6.3.8.5 O suprimento mínimo de LGE a ser
6.3.7.1.6 As câmaras devem possuir dispositivos mantido deve ser a soma das quantidades que permitam a realização de testes sem a definidas para as câmaras de descarga do tipo penetração de espuma nos tanques. subsuperficial e para as linhas de espuma suplementares conforme indicado em 6.3.9.
6.3.7.2 A quantidade mínima de câmaras de espuma por tanque que atenda aos requisitos do 6.3.8.6 Saídas de espuma item 6.3.7.1.2, deve ser conforme a Tabela 6.
6.3.8.6.1 As saídas de espuma para tanques DIÂMETRO DO NÚMERO DE CÂMARAS podem ser o extremo aberto da tubulação de suprimento de espuma ou do próprio produto TANQUE (m) DE ESPUMA ¹ estocado. As saídas devem ser dimensionadas de modo que não sejam ultrapassados os limites da ≤ 24 1 pressão de descarga do gerador de espuma e da velocidade da espuma. A velocidade da espuma > 24 ≤ 36 2 no ponto de descarga para o tanque não deve exceder 3,0 m/s, para os líquidos de classe I-B, e > 36 ≤ 42 3 não deve exceder 6,0 m/s para os líquidos de outros tipos, a menos que testes efetivos provem > 42 ≤ 48 4 que velocidades mais altas são satisfatórias > 48 ≤ 54 5 6.3.8.6.2 Quando duas ou mais saídas são necessárias, estas devem ficar espaçadas > 54 ≤ 60 6 igualmente ao redor do tanque, de modo que o percurso não exceda 30 m, e cada saída deve ser NOTA ESPECÍFICA 1: Ver item 6.3.7.3 dimensionada para descarregar a espuma à mesma vazão. Para distribuição uniforme da Tabela 6 – Número mínimo de câmaras de espuma por tanque espuma, as saídas podem ter conexões no costado ou a espuma pode ser alimentada através
6.3.7.3 Para tanques com diâmetro superior a 60 de uma tomada múltipla de tubos para o interior do m, deve ser instalada uma câmara de espuma a tanque, partindo de uma só conexão no costado. cada 465 m² ou fração de superfície adicional de As conexões no costado podem ser feitas nas líquido. Recomenda-se que, neste caso, a tampas das portas de inspeção, em vez de aplicação de espuma seja pelo processo instalarem bocas adicionais no tanque. subsuperficial.
6.3.8.6.3 Os tanques devem ter número mínimo de
6.3.8 Injeção subsuperficial ou semi- saídas de espuma conforme o determinado na subsuperficial Tabela 7. Para o dimensionamento dos sistemas de combate a incêndio por espuma com injeção subsuperficial ou semi-subsuperficial, deve ser observada a NFPA 11 ou o previsto a seguir.
6.3.8.1 Sistemas de aplicação subsuperficial não são indicados para a proteção de produtos como em tanques estacionários Nº MÍNIMO DE SAÍDAS a vazão mínima de 200 L/min para cada equipamento, é obtida através da Tabela 8 e o DIÂMETRO DO Líquidos de Líquidos de tempo mínimo de aplicação a partir da Tabela 9. TANQUE (m) Classe Classe I-A e I-B 6.3.9.3 Para tanques com exigência de proteção De 18 a 24,5 I-C, II e III por câmeras de espuma, pelo menos um canhão (inclusive) monitor portátil deve ser providenciado como 1 1 proteção complementar para o caso de uma Mais de 24,5 até câmara ser danificada pela explosão do tanque. 36,5 2 1 Mais de 36,5 até 3 2 DIÂMETRO (D) DO Nº MÍNIMO DE LINHAS 42,5 MAIOR TANQUE MANUAIS OU CANHÕES 4 2 Mais de 42,5 até (m) MONITORES 48,5 D ≤ 20 1 Mais de 48,5 até 55 5 2 20 < D ≤ 36 2 D > 36 3 Mais de 55 até 61 6 3 Tabela 8 – Número mínimo de linhas suplementares manuais ou canhões monitores de espuma Mais de 61 (acrescentar uma 465 m² 700 m² saída para cada DIÂMETRO (D) DO tanque) MAIOR TANQUE TEMPO (min) NOTAS GENÉRICAS: (m)
a) Líquidos da classe I-A exigem consideração especial;
b) Esta tabela baseia-se em extrapolação de dados de teste de fogo em tanques diâmetro de 7,5 m, 28 m e D ≤ 10,5 10 35 m, contendo gasolina, petróleo cru e hexano, 10,5 < D ≤ 28,5 20 respectivamente;
c) Incêndios em combustíveis mais pesados que foram D > 28,5 30 extintos pela aplicação subsuperficial correspondem, em viscosidade aos óleos combustíveis que em Tabela 9 – Tempo mínimo de aplicação temperatura do ambiente (15,5°C) tenham viscosidade de 25 S.S.U a 50°C e ponto de fluidez de -9,4°C. 6.3.10 Hidrantes e canhões monitores Tabela 7 – Número mínimo de saídas de espuma Os hidrantes e os canhões fixos, quando manualmente operados, utilizados para proteção
6.3.8.6.4 Quanto à altura das saídas de espuma, por espuma (observar número mínimo) devem estas devem estar situadas acima do nível de estar situados à distância de 1,5 (uma vez e meia) água. Havendo água no fundo do tanque, acima a altura do tanque a partir do seu costado, para das saídas de espuma, ela deve ser drenada até o aqueles com diâmetro até 9 m e de 15 m a 75 m nível do ponto de aplicação, antes de colocar o dos costados para os tanques com diâmetros sistema de espuma em operação. Caso isso não superiores a 9 m, sempre considerando o estudo seja feito, a eficácia da espuma será reduzida dos possíveis cenários. devido à sua diluição, prolongando ou impossibilitando a extinção. 6.4 Sistemas de resfriamento
6.3.9 Proteção suplementar de espuma 6.4.1 O resfriamento pode ser realizado por meio de: Independentemente da proteção primária por espuma indicada para cada tanque, deve ser a) Linha manual com esguicho regulável; considerada ainda a proteção suplementar de b) Canhão monitor manual ou automático; espuma para cada bacia de contenção e áreas c) Aspersores fixos. sujeitas a derramamento por meio de hidrantes, conforme previsto a seguir:
6.3.9.1 Em todos os locais sujeitos a 6.4.2 Tanques verticais de armazenagem de derramamento ou vazamento de produtos ou onde líquidos combustíveis e inflamáveis devem dispor o produto possa ficar exposto à atmosfera em de um sistema de resfriamento, conforme Tabela condições de operação (separador de água e óleo, 10. etc);
6.4.2.1 Tanques, cuja cobertura é aberta em todos
6.3.9.2 Deve ser previsto o uso de espuma por os lados, que não obstrua a dissipação de calor ou meio de esguichos manuais ou canhões a dispersão de vapores inflamáveis e não restrinja monitores, cuja quantidade mínima, considerando o acesso e o controle ao combate a incêndio deve ser tratado como tanque de superfície externo. em tanques estacionários TIPO DE TIPO DE ALTURA (m) De 20 m3 a 60 m3 VOLUME Acima de 120 m3 TANQUE LÍQUIDO (inclusive) Acima 60 m3 a 120 m3 (CLASSE) LM/CM Aspersor Vertical ou LM/CM (inclusive) LM/CM Horizontal Classe I H ≥ 10m LM/CM Aspersor Aspersor Classe II H < 10m LM/CM LM/CM LM/CM Vertical ou Classe III-A H ≥ 10m - LM/CM Aspersor Horizontal Classe III-B H < 10m - LM/CM LM/CM H ≥ 10m - Vertical ou H < 10m - - - Horizontal H ≥ 10m - - H < 10m - Vertical ou - Horizontal Legenda : LM/CM = Linha Manual ou canhão Monitor. NOTAS GENÉRICAS:
-
O sistema de aspersores pode ser substituído por canhões, desde que se comprove o seu desempenho para a altura do tanque a ser protegido e atenda ao estudo de cenários previsto no item 6.2 desta parte da NT e ao desempenho dos equipamentos previsto no item 6.4.4.3 (Taxa X Distância X Área a ser protegida);
-
Para a adoção de linhas manuais ou canhões monitores fixos ou portáteis, devem ser considerados o desempenho dos equipamentos, as pressões e vazões disponíveis e a operacionalidade com a brigada de incêndio para todos os cenários;
-
Os tanques verticais que armazenem líquidos combustíveis classe III-B e sejam pré-aquecidos devem atender às exigências da Classe III-A;
-
Em casos de incêndios em tanques horizontais, não se resfriam os tanques contidos na mesma bacia, devendo-se aplicar espuma na bacia de contenção;
-
Além dos casos previstos nesta tabela, o resfriamento por aspersores também deve ser previsto quando a quantidade de brigadista não for suficiente para atender as linhas manuais de proteção por resfriamento e espuma e o disposto nos itens 6.2, 6.3.9.2 e 6.4.6.3;
-
O bico de aspersor deve ter eficiência comprovada de acordo com os parâmetros técnicos fornecidos pelos fabricantes. Tabela 10 – Proteção por resfriamento para tanques verticais e horizontais
6.4.3 Resfriamento por aspersores 6.4.3.5 Nos tanques para armazenamento refrigerado, deve ser prevista a aspersão de água
6.4.3.1 A proteção por sistema de aspersores é com baixa velocidade e distribuição uniforme obrigatória a partir do topo do tanque: sobre o teto e costado, calculada à base de 3,0 L/min/m² de área a ser protegida.
6.4.3.2 Os aspersores devem ser distribuídos de forma a possibilitar uma lâmina de água contínua 6.4.3.6 É válido dividir-se o sistema de aspersão sobre a superfície a ser resfriada (teto e costado), em setores, para melhor aproveitamento da sendo que a tubulação que alimenta os quantidade de água disponível. aspersores do teto deve ser independente da tubulação do costado ou deve ser dotada de 6.4.3.6.1 Neste caso, o teto deve ser totalmente dispositivo automático que não comprometa o resfriado e a superfície lateral mínima a ser funcionamento do anel do costado em caso de seu resfriada não deve ser inferior a 1/3 da superfície arrancamento pela projeção do teto em uma lateral total do tanque exposta à fonte irradiadora explosão. do calor.
6.4.3.3 Deve haver uma superposição entre os 6.4.4 Para o cálculo da vazão necessária ao jatos dos aspersores, equivalente a 10% de resfriamento dos tanques verticais dimensão linear coberta por cada aspersor. atmosféricos devem ser adotados os seguintes critérios:
6.4.3.4 Deve ser previsto no mínimo um anel de aspersores instalado a partir do topo do tanque. 6.4.4.1 Tanque em chamas:
6.4.3.4.1 Não é considerada como proteção do 2,0 L/min/m2 da área do costado. costado a utilização de apenas um aspersor (chuveiro) no centro do teto do tanque. em tanques estacionários
6.4.4.2 Tanques vizinhos: a) Quando o tanque considerado em chamas for vertical e a distância entre seu costado
a) Utilizando aspersores: 2,0 L/min/m² da e o costado do tanque vizinho for menor área determinada na Tabela 11, e/ou; que 1,5 vez o diâmetro do tanque em chamas ou 15 m, o que for maior;
b) Utilizando canhões monitores (fixos ou móveis) ou mangueiras a partir de b) Quando o tanque considerado em chamas hidrantes (linhas manuais): conforme a for horizontal e a distância entre a base do Tabela 12. dique da sua bacia de contenção e o costado do tanque vizinho for menor que N ÁREA A SER RESFRIADA 15 m. 1 Área do costado 6.4.5 Suprimento de água >1 Soma das Áreas dos costados O suprimento deve ser baseado em uma fonte inesgotável (mar, rio, lago) o qual deve ser capaz N = Número de tanques verticais vizinhos. de demanda de 100% da vazão de projeto em qualquer época do ano ou condição climática. Na Tabela 11 – Área a ser resfriada por aspersores inviabilidade desta solução, deve ser previsto um reservatório com capacidade para atender à Distância entre Taxa 1, 2 (L/min/m²) demanda de 100% da vazão de projeto durante o costados(m) período de tempo descrito na Tabela 13. D≤8 5 6.4.5.1 Para o cálculo do volume da reserva de incêndio previsto no item 6.2.1, deve ser 8 < D ≤ 12 3 considerada a capacidade de armazenamento do maior risco, conforme o estudo de cenários. D > 12 2
6.4.5.2 A pressão mínima deve ser de 45 mca com NOTAS ESPECÍFICAS: o emprego obrigatório de esguichos reguláveis.
- Para até dois tanques vizinhos: taxa por m² de metade
6.4.5.3 A vazão mínima de água para as linhas do somatório das áreas do teto e costado dos tanques manuais de resfriamento deve ser de 300 L/min. vizinho. Para tanques de teto flutuante, não deve ser considerada a área do teto; CAPACIDADE DE TEMPO
- Para mais de dois tanques vizinhos: taxa por m² de um ARMAZENAGEM¹ (mᶟ) (MINUTOS) terço do somatório das áreas dos tetos e costados dos tanques vizinhos. Para tanques de teto flutuante, não devem ser consideradas as áreas dos tetos. Tabela 12 – Taxa mínima de resfriamento por canhões monitores (fixos ou móveis) ou mangueiras a partir de hidrantes
6.4.4.3 O sistema de aspersores pode ser ≥ 40.000 360 substituído por canhão monitor, desde que se comprove o seu desempenho para a altura do ≥ 10.000 < 40.000 240 tanque a ser protegido, devendo-se considerar o alcance vertical e horizontal do equipamento, a ≥ 1.000 < 10.000 120 cobertura de todo o teto e de 1/3 da superfície do costado voltados para a fonte irradiante do calor e ≥ 120 < 1.000 60 a vazão requerida. ≥ 50 < 120 45 ≥ 20 < 50 30
6.4.4.4 No caso da proteção se fizer no topo de NOTA ESPECÍFICA 1: Somatório dos volumes dos taludes, para fins de proteção por linhas manuais, tanques envolvidos no cenário de maior risco a altura pode ser considerada entre este e o topo do tanque, desde que seja possível efetuar o Tabela 13 – Suprimento de água (reserva de incêndio) resfriamento na superfície do costado do tanque submetida à irradiação do calor. 6.4.6 Hidrantes e canhões-monitores
6.4.4.5 Caso o tanque vizinho seja do tipo teto 6.4.6.1 Tanques verticais individuais ou parques flutuante, para o resfriamento só deve ser de tanques de armazenamento de líquidos considerada a metade da área do costado. combustíveis e inflamáveis devem dispor de um sistema secundário de resfriamento, que deve ser feito por meio de canhões monitores ou linhas manuais.
6.4.4.6 Para efeito de cálculo, são considerados 6.4.6.2 Atendidas a pressão e a vazão mínimas vizinhos os tanques que atendam a um dos das linhas de resfriamento previstas, os canhões seguintes requisitos: em tanques estacionários monitores e/ou as linhas manuais usados para 6.5.1.4 Os canhões monitores, quando utilizados resfriamento em tanques verticais ou horizontais para proteção da bacia de contenção, devem ser devem ser capazes de resfriar o teto e o costado. instalados externamente a ela.
6.4.6.3 Para o dimensionamento do sistema de 6.5.1.4.1 Deve haver pelo menos dois canhões hidrantes (distribuição e quantidade) deve ser feito monitores e duas linhas manuais para cada bacia um estudo de cenários, o qual deve prever de contenção a ser protegida, posicionados de tal incêndio em cada um dos tanques, de modo que o forma que a espuma seja lançada de duas sistema de hidrantes preveja no mínimo: direções distintas, alimentação de LGE independente, sem simultaneidade de aplicação.
a) Duas linhas de mangueiras ou dois canhões monitores para o tanque em 6.5.2 Sistema de resfriamento chamas;
6.5.2.1 A vazão mínima necessária ao
b) Uma linha de mangueira ou um canhão resfriamento dos tanques horizontais deve ser de monitor para cada tanque vizinho. 2,0 L/min/m² da área da sua projeção horizontal.
6.4.6.3.1 Para este dimensionamento, as taxas de 6.5.2.2 Para efeito de cálculo, somente são aplicação previstas na Tabela 12 e o alcance resfriados tanques horizontais vizinhos quando: vertical e horizontal dos jatos devem ser plenamente atendidos. a) O tanque em chamas for vertical;
b) Não estiverem no interior da mesma bacia
6.4.6.4 Cada ponto da área de risco ou dos tanques vizinhos a serem protegidos deve ser de contenção do tanque horizontal em atendido pelo menos por uma linha de chamas. resfriamento.
6.5.2.3 Neste caso, não deve ser considerada a
6.4.6.5 Os hidrantes e os canhões fixos, quando aplicação de água na bacia do tanque em chamas, manualmente operados, utilizados para proteção devido ao fato de que em um incêndio em tanque por resfriamento, devem estar situados à distância horizontal pode ocorrer vazamento para a bacia de de 1,5 vez (uma vez e meia) a altura do tanque a contenção. partir do seu costado, para aqueles com diâmetro até 9 m e de 15 m a 75 m dos costados para os 7. ARMAZENAMENTO EM TANQUES tanques com diâmetros superiores a 9 m, sempre ESTACIONÁRIOS SITUADOS EM considerando o estudo dos possíveis cenários. ÁREAS FECHADAS
6.5 Requisitos básicos para proteção de 7.1 Arranjo físico e controle de vazamentos tanques horizontais
7.1.1 Os volumes de líquidos inflamáveis e
6.5.1 Sistema de proteção por espuma combustíveis a serem armazenados em tanques estacionários situados em áreas fechadas ficam
6.5.1.1 Os tanques horizontais ficam dispensados limitados às quantidades estabelecidas nos itens da instalação de sistema de combate a incêndio 7.1.4, 7.1.5 e 7.1.6 desta Parte da NT. por espuma, devendo, neste caso, ser protegida apenas a bacia de contenção através de linhas 7.1.2 O controle de derramamento deve seguir o manuais de espuma. disposto em 6.1.7.1 ou 6.1.7.2 desta Parte da NT.
6.5.1.2 Os tanques horizontais devem ser 7.1.3 Para efeito de distanciamentos de protegidos por um sistema de aplicação de instalações contendo tanques devem ser espuma que abranja toda a bacia de contenção, observadas as prescrições da Tabela A-8 do devendo-se utilizar um dos seguintes métodos de Anexo “A”. aplicação, ou a combinação destes:
7.1.4 Líquido Classe I-A
a) Câmaras de espuma;
b) Aspersores de espuma; 7.1.4.1 A capacidade total de armazenamento não
c) Canhões monitores; pode ser superior a 20 m³.
d) Linhas manuais.
7.1.4.2 Somente podem ser instalados no
6.5.1.3 O projeto do sistema de proteção por pavimento térreo, envolvidos em compartimentos aspersores de espuma deve atender aos especiais impermeáveis a líquidos e herméticos a requisitos da NFPA 11 e 16. vapores ou gases, sem aterro, porém com respiro em tanques estacionários para o ambiente externo. As paredes (lados), o 7.1.5.4 A capacidade do tanque de combustível teto (topo) e o piso (fundo) do compartimento fica limitada a 2.000 L, quando instalado no devem ser de concreto armado, de espessura mezanino técnico ou subsolo. mínima de 15 cm, possuindo abertura de inspeção, somente no topo. As conexões dos 7.1.6 Líquidos da Classe III-B tanques devem ser construídas e instaladas de tal forma que nem vapores nem líquidos possam 7.1.6.1 A capacidade total de armazenamento não escapar para dentro do compartimento. Devem ser pode ser superior a 60 m³, nem o líquido ser pré- providenciados meios para que possa ser utilizado aquecido, devendo ser instalados somente no equipamento portátil que sirva para retirar pavimento térreo. quaisquer vapores que possam acumular em caso de vazamento. 7.1.6.1.1 Será admitido volume entre 60 m³ e 120 m³, desde que seja prevista proteção por sistemas
7.1.4.3 A capacidade do tanque de combustível de espuma e resfriamento através de câmaras de fica limitada a 2.000 L, quando instalado no espuma e bicos aspersores, respectivamente, mezanino técnico, ou 250 L, quando instalado no para os tanques, com acionamento externo à subsolo. edificação, e proteção suplementar de espuma por linhas manuais para a bacia de contenção,
7.1.5 Líquidos das Classes I-B, I-C, II e da devendo atender aos itens 6.3, 6.4 e 6.5 desta NT. Classe III-A
7.1.6.1.2 Sendo o líquido pré-aquecido, deve
7.1.5.1 Nenhum tanque que não seja enterrado atender às exigências previstas para líquidos pode ser localizado à distância horizontal inferior a classes II e III-A. 3 m de qualquer fonte de calor.
7.1.6.2 A capacidade do tanque de combustível
7.1.5.2 A capacidade total de armazenamento não fica limitada a 2.000 L, quando instalado no pode ser superior a 40 m³, devendo ser instalados mezanino técnico ou subsolo. somente no pavimento térreo.
7.1.7 Isolamento de tanques no mesmo parque
7.1.5.2.1 Será admitido volume entre 40 m³ e 60 em áreas fechadas m³, desde que seja prevista proteção por sistemas de espuma e resfriamento através de câmaras de 7.1.7.1 Tanques verticais espuma e bicos aspersores, respectivamente, para os tanques, com acionamento externo à Os tanques aéreos verticais com capacidade edificação, e proteção suplementar de espuma por individual igual ou inferior a 20 m³ serão linhas manuais para a bacia de contenção, considerados isolados, para fins de proteção devendo atender aos itens 6.3, 6.4 e 6.5 desta NT. contra incêndio, quando distanciarem entre si, no mínimo três vezes o diâmetro do maior tanque e
7.1.5.3 As paredes do ambiente que encerram os em bacias de contenção isoladas. tanques devem ser construídas em concreto armado, com espessura mínima de 15 cm, ou em 7.1.7.2 Tanques horizontais alvenaria, com espessura mínima de um tijolo. Tais paredes devem ser construídas somente Os tanques aéreos horizontais com capacidade sobre concreto ou outro material resistente ao fogo individual igual ou inferior a 20 m³ serão e serão engastadas no piso. O compartimento considerados isolados, para fins de proteção deve ter teto de concreto armado, com 12 cm de contra incêndio, quando distanciarem entre si, no espessura mínima, ou outro material de mínimo 3 vezes a maior dimensão do maior equivalente resistência ao fogo. Onde o teto ou tanque e em bacias de contenção isoladas. pavimento acima do compartimento for de concreto armado ou de outro material de 7.1.7.3 A distância mencionada nos itens 7.1.7.1 e equivalente resistência ao fogo, as paredes do 7.1.7.2 pode ser reduzida à metade, com a compartimento podem se estender à face superior interposição de uma parede corta-fogo com do forro ou pavimento, engastando-se firmemente resistência mínima ao fogo de 120 min, e ao mesmo. Qualquer abertura deste ultrapassando 1 m acima da altura do maior compartimento possuirá porta corta-fogo ou outros tanque. dispositivos aprovados com soleiras herméticas a líquidos, com 15 cm de altura e incombustível. 7.1.7.4 É permitida a proteção somente por extintores para parques com no máximo 3 tanques
7.1.5.3.1 Devem ser previstos sistemas de isolados, conforme itens 7.1.7.1 a 7.1.7.3. detecção e exaustão mecânica automática de vapores e sistema de combate a incêndios. em tanques estacionários
7.2 Requisitos básicos para proteção de 7.3.2 Sistemas de proteção contra incêndio tanques no interior de edificações
7.3.2.1 Para hangar com área até 5.000 m², além
7.2.1 Sistema de proteção por espuma do sistema de hidrantes, deve ser prevista uma linha manual de espuma com vazão mínima de
7.2.1.1 Para a previsão e dimensionamento do 200 lpm e reserva de incêndio para 30minutos de sistema fixo de proteção por espuma em tanques operação; estacionários situados em áreas fechadas, devem ser seguidos os parâmetros de dimensionamento 7.3.2.2 Para hangar com área superior a 5.000 m², dos itens 6.3 e 6.5 desta NT. além das proteções do item anterior, também deverá ser prevista proteção por meio de
7.2.1.1.1 Para líquidos combustíveis da classe III chuveiros automáticos de espuma do tipo dilúvio, não haverá isenção de proteção do sistema de com taxa mínima de aplicação de 6,5 L/min/m² espuma, devendo atender ao dimensionamento com tempo de operação de 15 minutos. previsto nos itens 6.3 e 6.5 desta NT.
8. Instalação de Tanques
7.2.2 Sistema de resfriamento SUBTERRÂNEOS
7.2.2.1 Para a previsão e dimensionamento do 8.1 A cava para instalação do tanque deve ser sistema fixo de proteção por resfriamento em feita de forma a não comprometer as fundações tanques estacionários situados em áreas de estruturas vizinhas, bem como as cargas das fechadas, devem ser seguidos os parâmetros de fundações vizinhas não devem ser transmitidas ao dimensionamento dos itens 6.4 e 6.5 desta NT. tanque.
7.2.2.1.1 Para líquidos combustíveis da classe III 8.2 As seguintes distâncias mínimas medidas na horizontal, devem ser atendidas: não haverá isenção de proteção do sistema de
8.2.1 A distância de qualquer parte do tanque que resfriamento, devendo atender ao armazene líquidos de classe I, II ou III em relação à parede mais próxima de qualquer construção dimensionamento previsto nos itens 6.4 e 6.5 abaixo do solo não deve ser inferior a 0,60 m e; em relação ao limite de propriedade, sobre a qual desta NT. possa haver uma edificação, a distância mínima deve ser de 1,5 m.
7.2.2.2 A pressão mínima deve ser de 35 mca com o emprego obrigatório de esguichos reguláveis. 8.2.2 Todo tanque subterrâneo deve ser coberto por uma camada de terra de no mínimo 0,60 m de
7.2.2.3 A vazão mínima de água para as linhas espessura ou com uma camada mínima de 0,30 m manuais de resfriamento deve ser de 250 lpm. sobre a qual deve ser colocada uma laje de concreto armado com uma espessura mínima de
7.3 Critérios de proteção para hangares 0,10 m. Quando sujeito ao tráfego de veículos, o tanque deve ser protegido por uma camada de
7.3.1 Controle de vazamentos terra de no mínimo 0,90 m ou com 0,45 m de terra bem compactada e ainda uma camada de 0,15 m
7.3.1.1 No caso de hangares com área até 5.000 de concreto armado, ou 0,20m de concreto m², a drenagem do piso para bacia de contenção à asfáltico. Quando for usada uma pavimentação de distância pode ser para própria caixa separadora concreto armado ou asfáltico, como parte da (água e óleo) exigida pelos órgãos públicos proteção, esta deve estender-se em pelo menos pertinentes, conforme NBR 14605-7 e/ou outras 0,30 m horizontalmente, além dos contornos do normas técnicas oficiais afins. tanque em todas as direções.
7.3.1.2 Para áreas superiores a 5.000 m², em que 9. POSTOS DE ABASTECIMENTO E a proteção se faz por espuma através de SERVIÇOS chuveiros automáticos, deve ser prevista uma bacia de contenção a distância a fim de conter os 9.1 Nos postos de serviços para veículos líquidos inflamáveis e a água proveniente do motorizados, os tanques devem obrigatoriamente sistema de espuma. ser instalados no pavimento térreo, no nível do solo ou enterrados.
7.3.1.2.1 Neste caso a bacia de contenção deve possuir capacidade de armazenar o volume da 9.1.1 Tanques subterrâneos devem atender ao água utilizada no sistema de combate. contido no item 8 desta Parte da NT.
7.3.1.3 Não é permitido o armazenamento de líquidos combustíveis ou inflamáveis dentro dos hangares. em tanques estacionários
9.1.2 Tanques instalados no térreo ou no nível do 5) Construção de uma parede corta-fogo ao solo devem atender às exigências para tanques redor do tanque (altura acima do topo dos em áreas abertas. tanques horizontais), com resistência mínima de 120 min, preenchida com areia,
9.1.3 Nos postos de abastecimento e serviços podendo ser utilizada a tabela de para venda a varejo, os tanques para afastamentos de tanques subterrâneos. armazenamento de líquidos combustíveis e inflamáveis devem ser todos subterrâneos. 11. ROTEIRO PARA DETERMINAÇÃO
9.2 Afastamento de segurança DO MAIOR RISCO E
9.2.1 As bombas de abastecimento, os tanques e DIMENSIONAMENTO DOS SISTEMAS os suspiros dos tanques de líquidos inflamáveis e combustíveis devem ser instalados de acordo os DE ESPUMA E RESFRIAMENTO distanciamentos mínimos, abaixo relacionados:
11.1 Para determinação do maior risco e
a) 15 metros de equipamentos e máquinas dimensionamento dos sistemas de espuma e que produzam calor (churrasqueiras: resfriamento deve ser observado o presente carvão e a gás, chapas a gás, elétrica e a roteiro. carvão, e similares);
11.2 Deve ser feito o cálculo para cada tanque
b) 10 metros de descargas de motores à considerando-o como maior risco em um cenário e explosão não instalados em veículos e depois deve ser feito o cálculo para cada cenário outras fontes de ignição; para determinação do maior risco.
c) 5 metros de lojas de conveniência, 11.3 O dimensionamento dos sistemas de espuma locadoras, lan houses, lanchonetes e e resfriamento deve ser feito separadamente, pois outros serviços/comércios e similares; nem sempre o maior risco para o sistema de espuma é o maior risco para o sistema de
9.2.2 Caso haja atividade que envolva resfriamento, ao final a reserva de incêndio deve aglomeração de pessoas deverá ser previsto ser somada. barreiras físicas num raio de 5 metros, no mínimo, das bombas de combustível, limitando o acesso a 11.4 Roteiro estas apenas aos funcionários e veículos para abastecimento. Passo 1: Considerar um tanque qualquer como sendo o de maior risco e verificar todos os tanques
9.2.3 Eventos em geral (festas, shows, comícios, e vizinhos conforme item 6.4.4.6; outros similares) não são permitidos na área dos postos de abastecimento e serviços. Passo 2: Verificar na Tabela 10 o tipo de proteção que deve ser utilizado: canhão monitor, linha
10. TANQUES EXISTENTES manual ou aspersor;
Para os tanques existentes que não cumprirem os Passo 3: Verificar a vazão mínima que deve ser afastamentos das normas em que devam se utilizada para proteção deste tanque e dos enquadrar deve ser apresentada proposta de tanques vizinhos conforme item 6.4.4; proteções suplementares para ser analisada em Comissão Técnica, tais como: Passo 4: Efetuar o cálculo hidráulico com base no passo 3 e características dos equipamentos, a fim
-
Aumento da taxa de aplicação dos de obter a vazão e pressão reais da bomba de sistemas de resfriamento e espuma; incêndio;
-
Adotar sistemas fixos de resfriamento ou Passo 5: Verificar o tempo total de resfriamento cortinas de água; conforme Tabela 13;
-
Aumento do número de canhões de Passo 6: Multiplicar a vazão total do sistema de espuma ou de resfriamento; resfriamento encontrada no passo 4 pelo tempo necessário para o resfriamento encontrado no
-
Construção de uma parede corta-fogo com passo 5, o resultado será a reserva necessária resistência mínima de 120 min; esta para o sistema de resfriamento; parede deve ter os seus limites ultrapassando 01 (um) metro acima do topo do tanque ou do edifício adjacente, adotando-se o mais alto entre os dois, e 2 (dois) metros da projeção das laterais do tanque; em tanques estacionários Passo 7: Repetir os passos 1 ao 6 para todos os Passo 14: Verificar o tempo mínimo de operação tanques deste cenário e considerar como maior das linhas suplementares na Tabela 9; risco o tanque que exigiu a maior reserva de incêndio; Passo 15: Calcular a quantidade de LGE e de água necessária para atender este tanque com o Passo 8: Considerar o tanque de maior risco e sistema de proteção por espuma somando a verificar qual o tipo de proteção por espuma que quantidade para atender o tanque em chamas e a deve ser projetada conforme Tabela 3; bacia com seus tempos de funcionamento independentes; Passo 9: Verificar a taxa de aplicação da solução de espuma e o tempo de atuação do sistema de Passo 16: Repetir os passos 7 a 15 para todos os espuma na Tabela 4 se o líquido for tanques deste cenário e considerar como maior hidrocarboneto e na Tabela 5 se for solvente polar; risco deste cenário o tanque que exigiu a maior reserva de incêndio e de LGE; Passo 10: Se a proteção for através de câmara de espuma, verificar a quantidade de câmaras Passo 17: Efetuar o cálculo hidráulico, com base necessárias na Tabela 6; nas características dos equipamentos, a fim de obter as vazões e pressões reais; Passo 11: Verificar a taxa de aplicação de LGE prevista nesta NT ou recomendada pelo Passo 18: Somar as reservas de incêndio do fabricante; sistema de espuma e resfriamento deste cenário; Passo 12: Verificar o número de saídas de Passo 19: Realizar os mesmos cálculos em todos espuma necessária conforme Tabela 7; os cenários existentes na edificação (parques de tanques, produtos acondicionados ou processos Passo 13: Verificar o número de linhas industriais). suplementares para proteção da bacia conforme Tabela 8; em tanques estacionários ANEXO A (Distâncias de segurança) Tipo de tanque Sistema de combate a Distância mínima até o Distância mínima ao lado incêndio interno limite de propriedade, mais próximo de qualquer via de circulação interna desde que na área adjacente haja ou possa ou qualquer edificação haver construção, inclusive importante na mesma propriedade, mas nunca no lado oposto da via pública, nunca inferior a inferior a 1,5 m 1,5m Com teto flutuante ou selo flutuante Diâmetro do tanque, limitado a 53 m (conforme NBR - 1/6 do Diâmetro do tanque 7821 ou API STD 650) Tanque vertical Sistema de proteção por Diâmetro do tanque 1/3 do Diâmetro do tanque com teto fixo, com espuma e sistema de solda fragilizada resfriamento. Dobro do diâmetro do tanque, 1/3 do Diâmetro do tanque limitado a 105 m entre o teto e o Inexistência de sistema fixo O valor estabelecido na costado Tabela A-6 (conforme NBR O valor estabelecido na 7821/1983 E API Tabela A-6 STD 650) Tanque horizontal Sistema de proteção por Valor estabelecido na Tabela ou vertical, sem espuma nos tanques verticais. A-6 solda fragilizada Com sistema fixo de espuma Duas vezes o valor entre teto e para selo flutuante e/ou teto estabelecido na Tabela A-6 costado, com interno flutuante. dispositivo de Inexistência de sistema fixo alívio de emergência limitado a pressão de 17,2 Kpa (2,5 psi) (nota 2) NOTAS GENÉRICAS:
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Pressão de operação de 17,2 KPA (2,5 psi) ou menor;
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Conforme API STD 2000. Tabela A-1 – Líquidos estáveis (classes I, II e III-A) Qualquer tipo Tipo de tanque Sistema de combate a Distância mínima até o limite Distância mínima ao lado incêndio interno de propriedade, desde que na mais próximo de qualquer via área adjacente haja ou possa haver construção, inclusive de circulação interna ou no lado oposto da via pública qualquer edificação importante na mesma propriedade Sistema de proteção por espuma 1 ½ vez o valor da Tabela A-6, 1 ½ vez o valor da Tabela A-6, mas não inferior a 7,5 m. e sistema de resfriamento. mas não inferior a 7,5 m. Inexistência de sistema fixo 3 vezes o valor da Tabela A-6, mas 1 ½ vez o valor da Tabela A-6, não inferior a 15 m. mas não inferior a 7,5 m. Tabela A-2 – Líquidos estáveis em tanques estacionários ANEXO A (Distâncias de segurança) Tipo de tanque Sistema de combate a Distância mínima até o limite Distância mínima ao lado incêndio interno de propriedade, desde qual mais próximo de qualquer na área adjacente haja ou via de circulação interna possa haver construção, ou qualquer edificação inclusive no lado oposto da importante na mesma via pública, nunca inferior a propriedade, mas nunca 1,5 m inferior a 1,5 m Tanque vertical com teto flutuante ou selo flutuante, conforme - O diâmetro do tanque 1/6 do Diâmetro do tanque NBR 7821/1983 ou API STD 650 (ver Tabela A-1). Tanque vertical com Sistema de proteção 2 vezes diâmetro do tanque 2/3 do diâmetro do tanque teto fixo, com solda por espuma ou sistema 2/3 do diâmetro do tanque fragilizada entre o teto 4 vezes o diâmetro do tanque, e o costado, conforme de inertização mas deve exceder 105 m NBR 7821/1983 E API Inexistência de sistema STD 650. fixo Tabela A-3 – Líquidos sujeitos a ebulição turbilhonar Tipo de tanque Sistema de combate a incêndio Distância mínima até o Distância mínima ao interno limite de propriedade, lado mais próximo de desde qual na área qualquer via de adjacente haja ou circulação interna ou qualquer edificação possa haver importante na mesma construção, inclusive no lado oposto da via propriedade pública Tanques Proteção por um dos seguintes 2 ½ vezes o valor Valor não inferior a 15 m. horizontais e sistemas: nebulizadores de água, estabelecido pela Valor não inferior a 30 m. verticais, com inertização (ver nota) e paredes Tabela A-6, mas não ventilação de resistentes ao fogo por 120 minutos. inferior a 15 m. alívio de Inexistência de sistema fixo emergência para 5 vezes o valor limitar a pressão estabelecido pela máxima a 17,2 Tabela A-6, mas não Kpa (2,5 psi) inferior a 30 m. Tanques Proteção por um dos seguintes 4 vezes o valor Valor não inferior a 30 m horizontais e sistemas: nebulizadores de água, estabelecido pela Valor não inferior a 45 m verticais, com inertização (ver nota) e paredes Tabela A-6, mas não ventilação de resistentes ao fogo por 120 minutos. inferior a 30 m. alívio de Inexistência de sistema fixo emergência para 8 vezes o valor permitir a pressão estabelecido pela máxima a 17,2 Tabela A-6, mas não Kpa (2,5 psi) inferior a 45 m. Tabela A-4 – Líquidos instáveis em tanques estacionários ANEXO A (Distâncias de segurança) Capacidade do tanque Distância mínima até o limite da Distância mínima do lado mais (m3) propriedade, desde que na área próximo de qualquer via de adjacente haja ou passa haver ≤ 45,6 construção, inclusive no lado circulação interna ou qualquer > 45,6 a 114 edificação importante na mesma > 114 a 190 oposto da via pública (m) > 190 a 380 propriedade (m) > 380 1,5 1,5 3,0 1,5 3,0 3,0 4,5 3,0 4,5 4,5 Tabela A-5 – Líquidos de classe III-B Capacidade do tanque Distância mínima até o limite da Distância mínima do lado mais (m3) propriedade, desde que na área próximo de qualquer via de adjacente haja ou passa haver construção, inclusive no lado circulação interna ou qualquer edificação importante na mesma oposto da via pública (m) propriedade (m) <1 1,5 1,5 > 1 a 2,8 3,0 1,5 > 2,8 a 45,4 4,5 1,5 > 45,4 a 113,5 6,0 1,5 > 113,5 a 189,2 9,0 3,0 > 189,2 a 378,5 15,0 4,5 > 378,5 a 1.892,7 24,0 7,5 > 1.892,7 a 3.785,4 30,0 10,5 > 3.785,4 a 7.570,8 40,5 13,5 > 7.570,8 a 11.356,2 49,5 16,5 > 11.356,2 52,5 18,0 Tabela A-6 – Tabela de referência para ser utilizada nas Tabelas A-1, A-2 e A-4 (quando citada) em tanques estacionários ANEXO A (Distâncias de segurança) Tanques com teto Tanques verticais com teto fixo ou horizontais flutuante ou seio Líquidos classe I ou II Líquidos classe III-A flutuante Todos os tanques com diâmetro ≤ 45 m 1/6 da soma dos diâmetros dos tanques adjacentes, mas não inferior a 1 m 1/6 da soma dos diâmetros 1/6 da soma dos diâmetros dos tanques adjacentes, dos tanques adjacentes, mas não inferior a 1 m mas não inferior a 1 m Tanques com 1/6 da soma dos diâmetros 1/4 da soma dos diâmetros 1/6 da soma dos diâmetros diâmetro > 45 m. Se dos tanques adjacentes. dos tanques adjacentes dos tanques adjacentes for prevista bacia de contenção á distância, de acordo com 6.1.7.1. Tanques com 1/4 da soma dos diâmetros 1/3 da soma dos diâmetros 1/4 da soma dos diâmetros diâmetro > 45 m. Se dos tanques adjacentes. dos tanques adjacentes. dos tanques adjacentes for previsto dique, de acordo com 6.1.7.2. NOTAS GENÉRICAS:
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Em instalações de produção situadas em regiões isoladas, nos tanques de petróleo cru com capacidade individuais de no máximo 480 m³ L, o espaçamento deve ser no mínimo de 1 m, não requerendo a aplicação desta Tabela;
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A distância entre um tanque que armazene líquido instável e outros tanques que armazenem líquidos instáveis ou líquidos de classe I, II ou III não deve ser inferior à metade da soma de seus diâmetros. Tabela A-7 – Espaçamento mínimo entre tanques (costado a costado) Tanque de Distância mínima até o limite de Distância mínima do lado mais próximo maior propriedade desde que na área de qualquer via de circulação interna ou adjacente haja ou possa haver capacidade, qualquer edificação importante na em construção (m) mesma propriedade (m) operação Líquidos estáveis Líquidos instáveis Líquidos estáveis Líquidos instáveis com Alívio de emergência Alívio de emergência Alívio de emergência Alívio de emergência < 17 Kpa > 17 KPa < 17 Kpa > 17 KPa líquidos (m3) < 17 Kpa > 17 KPa < 17 Kpa > 17 KPa Até 20 4,5 7,5 12,0 18,0 1,5 3,0 4,5 6,0 20 a 60 6,0 9,0 Não Não 1,5 3,0 Não Não permitido permitido permitido permitido Tabela A-8 – Localização de edificações com tanques de armazenamento em relação aos limites de propriedade, desde que na área adjacente haja ou possa haver construção, vias de circulação interna e a edificação próxima mais importante na mesma propriedade