Líquidos Combustíveis e Inflamáveis — Parte 1
NT-25-P1 — Líquidos Combustíveis e Inflamáveis — Parte 1
4. Definições
3. Referências Normativas e
BIBLIOGRÁFICAS Para os efeitos desta Norma Técnica aplicam-se as definições constantes da NT 03 - Terminologia Instrução Técnica n. 25/2011 – CBPMESP. de segurança contra incêndio. NBR 17505 – Armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis. 5. PROCEDIMENTOS NBR 7820 – Segurança nas instalações de produção, armazenamento, manuseio e transporte 5.1 Conceitos fundamentais (premissas) para de etanol (álcool etílico). dimensionamento das medidas de segurança NBR 7821 – Tanques soldados para contra incêndio para líquidos combustíveis e armazenamento de petróleo e derivados – inflamáveis procedimento. NBR 10897 – Sistemas de proteção contra 5.1.1 Para o projeto dos sistemas de proteção incêndio por chuveiros automáticos - requisitos. consideram-se dois conceitos fundamentais: NBR 12615 – Sistema de combate a incêndio por espuma. 5.1.1.1 Dimensionamento pelo cenário de maior NBR 13792 – Proteção contra incêndio, por risco. sistema de chuveiros automáticos, para áreas de armazenamento em geral – Procedimento. 5.1.1.2 Não simultaneidade de eventos, isto é, o NBR 14.605 - Armazenamento de líquidos dimensionamento deve ser feito baseando-se na inflamáveis e combustíveis – Sistema de ocorrência de apenas um evento. drenagem oleosa. Requisitos Básicos
5.1.2 Devem ser realizados testes de das instalações sem prejuízo do funcionamento do funcionamento e aceitação final dos sistemas de conjunto moto bomba. proteção ou extinção considerados nesta NT, pelo responsável técnico, bem como apresentados os 5.2.3 As bombas de incêndio automatizadas documentos indicados na NT-01 – Procedimentos devem ter, obrigatoriamente, pelo menos um administrativos. ponto de acionamento manual alternativo de fácil acesso, devendo sua localização ser indicada no
5.1.3 As instalações elétricas dessas edificações projeto. devem ser anti-explosão, nos locais classificados conforme normas técnicas vigentes. 5.2.4 As bombas devem ser projetadas de modo a atender à demanda total do cenário de maior risco
5.1.4 A Tabela 1 apresenta a classificação dos para os sistemas de espuma e resfriamento, bem líquidos inflamáveis e combustíveis abrangidos por como das linhas suplementares, nas vazões e esta NT. pressões previstas. LÍQUIDOS PONTO DE FULGOR (PF) PONTO DE 5.2.5 Os equipamentos elétricos do sistema EBULIÇÃO devem atender ao disposto nas normas NBR IEC INFLAMÁVEIS 60079-1, NBR IEC 60079-14. (PE) Classe I PF<37,8ºC e PV<2068,6mmHg 5.2.6 Para demais requisitos sobre bombas de - incêndio, não abordados nesta NT, adotar a NT-22 Classe I-A PF < 22,8ºC PE < 37,8ºC - Sistemas de hidrantes e de mangotinhos para PE ≥ 37,8ºC combate a incêndio. Classe I-B PF < 22,8ºC - 5.3 Rede de tubulações Classe I-C 22,8ºC ≤ PF ≤ 37,8ºC - 5.3.1 A rede de tubulações deve ser projetada de COMBUSTÍVEIS - acordo com as necessidades dos riscos a - proteger, atendendo plenamente as vazões e Classe II 37,8ºC < PF <60ºC pressões previstas. Classe III-A 60ºC ≤ PF < 93ºC 5.3.2 A rede de tubulações deve ser instalada de modo que nas emergências ela não venha a ser Classe III-B PF ≥ 93ºC danificada pelo fogo e/ou explosão, utilizando juntas flexíveis quando necessário. NOTA: PV é a pressão de vapor
5.3.3 Todos os ramais da rede de tubulações Tabela 1 – Classificação de líquidos inflamáveis e devem ser claramente identificados para facilitar a Combustíveis operação rápida do sistema.
5.2 Bombas de incêndio 5.3.4 Quando a rede de tubulações for aérea,
5.2.1 Quando instalado o sistema de combate a devem ser previstos suportes de apoio e meios incêndio por espuma e/ou resfriamento, é que permitam, quando necessário, drenagem obrigatória a instalação de duas bombas de adequada. incêndio (principal e reserva), podendo ser uma elétrica e a outra movida por motor à explosão, ou 5.3.5 No caso de rede de tubulações enterradas, as duas bombas com motor à explosão. Ambas as esta deve possuir revestimento adequado à bombas devem possuir as mesmas características corrosão e proteção contra movimentação do solo, de vazão/pressão e serem acionadas especialmente quando houver tráfego de veículos automaticamente. pesados.
5.2.1.1 É permitida a instalação de duas bombas 5.3.6 Quando for utilizada água salgada, a de incêndio elétricas, devendo uma delas ser tubulação deve ser de material adequado para alimentada por gerador automatizado com a esta finalidade. mesma autonomia requerida para o funcionamento do sistema. Neste caso, ambas as 5.3.7 Devem existir válvulas de bloqueio bombas devem ter acionamento automatizado. localizadas de tal forma que pelo menos dois lados de uma malha em anel de rede de hidrantes
5.2.1.2 É permitida a instalação de uma única que envolva a área de armazenamento possam bomba de incêndio para locais de armazenamento ficar em operação, no caso de rompimento ou com capacidade máxima de até 120 m³ no cenário bloqueio de um dos outros dois lados. As válvulas de maior risco, caso em que não será exigido devem ficar em condições de fácil acesso para acionamento automatizado. sua operação, inspeção e manutenção.
5.2.2 As bombas de incêndio com acionamento elétrico devem ter circuito de alimentação elétrica do motor independente da rede geral, de forma a permitir o desligamento geral da energia elétrica Requisitos Básicos
5.3.8 Sistemas para conexão de mangueiras, CAPACIDADE QUANTIDADE E CAPACIDADE controles e válvulas de controle de aplicação de DE EXTINTORA MÍNIMA espuma ou água de proteção contra incêndio em tanques devem ser posicionados fora das bacias ARMAZENAGEM 02 extintores de pó 20-B. de contenção, das bacias de contenção à (CA) distância, e distantes das canaletas de drenagem EM M³ de derramamentos para uma bacia de contenção à distância. CA ≤ 0,5
5.4 Arranjo físico e controle de vazamentos 0,5 < CA ≤ 5,0 02 extintores de pó 40-B; 01 extintor de espuma mecânica 10-B. Para efeito de determinação do arranjo físico e controle de vazamentos nas instalações e/ou 5,0 < CA ≤ 10,0 02 extintores de pó 80-B; áreas de risco em que haja produção, 02 extintores de espuma mecânica 10-B manipulação, armazenamento e distribuição de líquidos combustíveis ou inflamáveis localizadas ou no interior de edificações ou a céu aberto deve ser 01 extintor de pó 40-B; observado o contido nas especificações desta NT, 01 extintor sobrerrodas de pó 80-B; conforme enquadramento obtido a partir do 02 extintores de espuma mecânica 10-B. seguinte: 01 extintor de pó 80-B;
a) Parte 1 – Generalidades e requisitos básicos; 01 extintor sobrerrodas de pó 80-B;
b) Parte 2 – Armazenamento em tanques 01 extintor de espuma mecânica 10-B; estacionários; 01 extintor de espuma mecânica
c) Parte 3 – Armazenamento fracionado;
d) Parte 4 – Manipulação. sobrerrodas 40-B.
5.5 Sistema de proteção por extintores 10,0 < CA ≤ 20,0 ou
5.5.1 Para o dimensionamento da proteção por 04 extintoresde pó 40-B; extintores, deve ser considerada a capacidade de cada tanque,quando for isolado, ou a somatória da 01 extintor sobrerrodas de pó 80-B; capacidade dos tanques, ou a quantidade total da armazenagem fracionada, conforme Tabela 2. 01 extintores de espuma mecânica 10-B;
5.5.2 Os extintores, em locais onde haja parques 01 extintor de espuma mecânica de tanques, podem estar todos localizados e centralizados num abrigo sinalizado, a não mais sobrerrodas 40-B. de 150 m do tanque mais desfavorável, desde que tenha condições técnicas de conduzir estes 02 extintores de pó 80-B; extintores por veículo de emergência da própria edificação ou área de risco; caso não haja veículo 02 extintores sobrerrodas de pó 80-B; de emergência, a distância máxima entre o abrigo e o tanque mais desfavorável deve ser de 50 m. 02 extintores de espuma mecânica 10-B;
5.5.3 Os tanques enterrados devem ter proteção 02 extintores de espuma mecânica por extintores somente próximo do local de enchimento e/ou saída (bomba): 2 extintores do 20,0 < CA ≤ 100,0 sobrerrodas 40-B. tipo 20-B. ou
5.5.4 Para armazenamento de líquidos em 03 extintores sobrerrodas de pó 80-B; recipientes abertos deve ser considerada a proporção de 20-B de capacidade extintora para 02 extintores de espuma mecânica 10-B; cada 4,65 m² de superfície de líquido inflamável. 02 extintores de espuma mecânica
5.5.5 Para as bacias de contenção à distância deve ser prevista proteção por extintores, levando- sobrerrodas 40-B. se em conta o volume da bacia de contenção e a Tabela a seguir. 04 extintores sobrerrodas de pó 80-B; CA > 100,0 03 extintores de espuma mecânica sobrerrodas 40-B. 02 extintores de espuma mecânica 10-B. NOTAS:
-
Os líquidos Classe III-A com até 20 m³ ficam dispensados de proteção por extintores de espuma;
-
- Os líquidos Classe III-B ficam dispensados de proteção por extintores de espuma. Tabela 2 – Proteção por extintores de incêndio
5.5.6 Para as áreas descritas na Parte 4 desta NT (Manipulação), os extintores devem ser distribuídos de forma que o operador não percorra mais do que 15 m para alcançar um aparelho extintor.
5.6 Sistema de proteção por espuma
5.6.1 Premissas e conceitos utilizados para os sistemas de proteção por espuma
5.6.1.1 A espuma mecânica ou espuma de ar, para as finalidades desta NT, deve ser entendida como um agregado de bolhas cheias de ar, geradas por meios puramente mecânicos, de soluções aquosas contendo um concentrado de origem animal, sintética ou vegetal. Requisitos Básicos
5.6.1.2 A espuma mecânica ou espuma de ar é útil tempo diferente, devendo tal alteração constar no como agente de prevenção e extinção ao fogo nas estudo de cenários. situações mais variadas, satisfazendo a todas as exigências referentes a um fluído de densidade 5.6.2.5.1 Injeção subsuperficial e semi- muito baixa e alta capacidade de absorção do subsuperficial podem exigir coeficientes de calor. A espuma mecânica não é considerada um expansão menores. agente adequado para incêndios em gases. Sua densidade, sendo menor que a dos líquidos 5.6.3 Armazenamento do líquido gerador de inflamáveis, permite que seja usada espuma (LGE) em instalações fixas principalmente para formar uma cobertura flutuante, extinguindo, cobrindo e resfriando o 5.6.3.1 O LGE deve ser armazenado em tanques combustível de forma a interromper a evaporação ou recipientes que não comprometam sua dos vapores e impedir a sua mistura com o qualidade. oxigênio do ar.
5.6.3.2 Os tanques ou recipientes devem estar
5.6.1.3 A espuma mecânica é condutora de localizados, sempre que possível, em pontos eletricidade, portanto, não deve ser usada em equidistantes dos riscos a proteger, nas estações equipamentos elétricos energizados. de emulsionamento.
5.6.1.4 Casos especiais de isenção do sistema de 5.6.3.3 A temperatura no interior da massa líquida combate a incêndio por espuma, para líquidos do LGE não poderá ser superior a 45ºC. combustíveis classes III-A e III-B, devem ser verificados nas tabelas de exigências desta NT. 5.6.3.4 Os tanques de LGE devem ser projetados de modo a disporem de respiros adequados,
5.6.2 Gerador de espuma mecânica válvulas de descarga, fácil acesso para enchimento, dispositivo de medição e de controle Os tipos de sistemas aceitos por esta NT para de nível, boca de visita para facilitar a inspeção, obter a espuma mecânica são: limpeza e tomada de amostras.
5.6.2.1 Sistema fixo: instalação contínua que inclui 5.6.3.5 Os recipientes devem conter rótulo de os reservatórios de água e de líquido gerador de identificação do tipo de LGE, indicando a espuma (LGE), as bombas, as tubulações, os aplicabilidade, taxas de aplicação e dosagens proporcionadores e os geradores de espuma. recomendadas.
5.6.2.2 Sistema semifixo: sistema no qual um 5.6.4 Suprimento de água para espuma dispositivo de descarga de espuma é fixado ao risco ou tanque, sendo este ligado a uma 5.6.4.1 Os itens básicos para se dimensionar um tubulação, que termina em local seguro, deforma sistema eficiente de proteção por meio de espuma que permita o acoplamento de linhas de mecânica são a vazão, o volume e a pressão da mangueira. água.
5.6.2.3 Sistema móvel: qualquer tipo de 5.6.4.2 A vazão e o volume de água para o equipamento gerador de espuma montado sistema de proteção contra incêndio por espuma sobrerrodas (automóvel ou reboque), podendo ser devem ser determinados em relação ao cenário de conectado a uma fonte de água ou utilizar solução maior risco a ser protegido. de espuma pré-misturada.
5.6.4.3 A vazão e o volume de água determinados
5.6.2.4 Sistema portátil: equipamento gerador de pelo cenário de maior risco a ser protegido devem espuma, materiais, esguichos, mangueiras, entre ser adicionados à vazão e ao volume necessário outros, que são transportados manualmente. para alimentar equipamentos móveis a serem previstos no projeto (esguichos para espuma ou
5.6.2.5 A relação entre a quantidade de espuma água) e à vazão e volume necessários para o produzida pelos equipamentos e a quantidade de sistema de resfriamento. solução de espuma (coeficiente de expansão) deve ser na ordem de 8 vezes como o valor 5.6.4.4 O suprimento de água para os sistemas de máximo, e 4 vezes como o valor mínimo. O tempo espuma mecânica pode ser feito com água doce de permanência da espuma sobre a superfície do ou salgada, porém, com a necessária qualidade líquido deve ser, no mínimo, de 15 min. Para de modo que a espuma gerada não sofra efeitos produtos onde seja necessária a contenção de adversos. vapores por um maior tempo, pode ser aceito Requisitos Básicos
5.6.4.5 A alimentação de água da estação de 5.6.6.2.1 São aceitas dosagens de LGE diferentes emulsionamento pode ser obtida a partir da rede do previsto acima desde que devidamente de alimentação dos hidrantes. atestadas pelo fabricante sua eficiência para o produto a ser protegido.
5.6.4.6 A pressão do sistema deve ser, no mínimo, a projetada para atender ao desempenho dos 5.6.6.2.2 Em todos os casos devem ser juntados equipamentos a serem utilizados, tanto nas catálogos ou relatórios técnicos de ensaios estações de emulsionamento como nos pontos de específicos normalizados, conforme NBR 15511. aplicação.
5.6.6.3 Quando a mistura de água com LGE for
5.6.5 Suprimento de LGE efetuada em estação fixa de emulsionamento, devem ser observados os seguintes requisitos:
5.6.5.1 O LGE deve ser aprovado por ensaios conforme NBR 15511 ou norma 5.6.6.3.1 A estação deve estar localizada em local internacionalmente aceita. que ofereça proteção contra danos que possam ser causados pelo fogo e/ou explosão.
5.6.5.2 O suprimento de LGE deve ser determinado conforme previsto nas partes 2, 3 e 4 5.6.6.3.2 A estação fixa deve dispor de sistemas desta NT. elétricos e de comunicação suficientemente protegidos contra danos causados pelo fogo e ou
5.6.5.2.1 Deve ser adicionada ao suprimento de explosão. solução de espuma a quantidade necessária para o enchimento da tubulação adutora. 5.6.6.3.3 A estação fixa pode dispor dos seguintes equipamentos básicos para a mistura de água e
5.6.5.3 Os projetos de sistemas de extinção por LGE: meio de espuma mecânica devem prever a disponibilidade de LGE na quantidade mínima de a) Bomba booster, válvulas de controle e duas vezes o volume necessário para a cobertura do cenário de maior risco, conforme acima respectivas tubulações de acordo com as determinado, sendo uma carga inicial e outra como carga de reposição. necessidades do projeto;
5.6.5.3.1 Para empresas participantes de um b) Bomba de extrato formador, válvulas de Plano de Auxílio Mútuo (PAM) ou similar, regularmente constituído, em que esteja prevista a controle e respectivas tubulações de reposição de estoque de LGE que atenda a quantidade dimensionada em projeto, dentro de 24 acordo com as necessidades do projeto; h, pode ser dispensada a reserva de reposição acima descrita. c) Recipiente para o armazenamento do LGE
5.6.6 Estação de emulsionamento nas quantidades previstas no projeto;
5.6.6.1 A mistura de água com LGE pode ser feita d) Válvulas de controle e de alimentação de por meio de um dos seguintes métodos (dosadores): água e mistura;
a) Esguicho autoedutor; e) Instrumentos para indicação de pressão e
b) Proporcionador de linha;
c) Proporcionadores de pressão; fluxo de água, LGE, mistura e nível de
d) Proporcionadores “around-the-pump”;
e) Sistema de bombeamento de espuma com LGE; saída variável de injeção direta; f) Dosadores;
f) Bomba com motor acoplado;
g) Proporcionadores tipo bomba de pressão g) Dispositivos adequados para balanceada. abastecimento dos recipientes de LGE por
5.6.6.2 A solução de espuma normalmente é meio de veículos ou recipientes portáteis; obtida à razão de 3% para derivados de petróleo (hidrocarbonetos) e 6%para solventes polares. h) Dispositivos adequados para permitir inspeções e testes de funcionamento dos equipamentos;
i) Dispositivos adequados para permitir a limpeza, com água limpa, de todos os equipamentos de dosagem.
5.6.6.4 Os sistemas fixos podem, excepcionalmente, ser alimentados por estações móveis de emulsionamento da solução de espuma, desde que montados sobre veículos e em número suficiente exigido para a operação do sistema. Neste caso, devem ser observados os seguintes requisitos básicos: Requisitos Básicos
5.6.6.4.1 Os sistemas elétricos, os freios, a 5.6.7.3 Quando a rede de tubulações for suspensão, as rodas e cabine devem obedecer às dimensionada em anel, devem ser previstas normas brasileiras em vigor. válvulas seccionadoras que permitam manobras d’água e de solução de espuma, bem como o
5.6.6.4.2 O tanque de LGE deve ser construído funcionamento de parte do sistema quando forem com material resistente a corrosão, com necessárias manutenções na tubulação, devendo capacidade para armazenar o produto no volume tais dispositivos de manobra fazer parte do estudo previsto no projeto e com os requisitos técnicos de cenário. exigidos pelas normas brasileiras em vigor.
5.6.8 Formadores de espuma
5.6.6.4.3 Devem ser especificadas as conexões para entrada de água, descarga de pré-mistura, 5.6.8.1 Os equipamentos formadores de espuma abastecimento e descarga de LGE. adotados devem ser avaliados em função do desempenho apresentado pelos fabricantes,
5.6.6.4.4 A bomba de LGE e/ou dosador deve ser conforme suas especificações técnicas e as especificada com indicações das vazões e vazões de água e espuma previstas no projeto, pressões mínimas e máximas, de modo que a sendo que tal desempenho (especificações de cobertura do maior risco considerado no projeto pressão e de vazão) deve ser levado em conta seja plenamente atendida. nos cálculos hidráulicos para dimensionamento dos sistemas.
5.6.6.4.5 A bomba d’água deve ser especificada com indicações das vazões e pressões mínimas e 5.6.8.2 Os equipamentos formadores de espuma máximas, de modo que a cobertura do maior risco devem ser instalados de modo a facilitar as considerado no projeto seja plenamente atendida; inspeções e manutenções. caso o projeto não indique a potência da bomba necessária para o funcionamento do sistema, 5.6.9 Testes de operação e descarga - pode ser solicitada a apresentação da curva de aceitação bomba, para a verificação da eficácia do sistema, por ocasião da vistoria. 5.6.9.1 Os sistemas de proteção ou extinção considerados nesta NT devem ser projetados de
5.6.6.4.6 Os dispositivos do painel de operação e forma que a espuma gerada não seja aplicada no controle devem ser identificados e com indicação interior de equipamentos durante a execução de das respectivas funções. testes.
5.6.6.4.7 Devem ser previstos para transporte de 5.6.9.2 Após a instalação de todos os equipamentos portáteis de combate a incêndio, equipamentos previstos no projeto, o responsável desenhos e fluxograma dos sistemas de pela instalação/manutenção do sistema e o emulsionamento, admissão e descarga, instruções proprietário ou responsável pelo uso devem de funcionamento e manutenção dos diversos proceder aos testes de operação e descarga do mecanismos, bem como dimensões e sistema. características gerais do veículo.
5.6.9.2.1 O profissional habilitado responsável
5.6.7 Válvulas de controle pela realização dos testes de operação e descarga deverá apresentar laudo conclusivo sobre a
5.6.7.1 Em todo sistema de espuma, conformidade do sistema com devido especialmente nas estações fixas de registro/anotação de responsabilidade técnica. emulsionamento, as válvulas principais de acionamento e as válvulas de distribuição da pré- 5.6.9.3 Os testes de operação e descarga devem mistura devem possuir dispositivos que ser feitos para o cenário de maior risco. identifiquem quando elas estão abertas ou fechadas e, nas áreas de risco, devem estar 5.6.9.4 Durante a vistoria, devem acompanhar o situadas em local protegido. vistoriador do Corpo de Bombeiros pessoa habilitada com conhecimento do funcionamento
5.6.7.2 Nas estações fixas ou móveis de das medidas de segurança e os brigadistas emulsionamento, todas as válvulas de treinados para operar os sistemas de proteção acionamento e distribuição devem possuir instalados. identificação clara, de modo a permitir sua operação rápida e correta. 5.7 Sistema de resfriamento Deve atender ao previsto nas partes 2, 3 e 4 desta NT.